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Colapso no abastecimento no Piauí já é algo real

O sistema de abastecimento de água do Estado está prestes a entrar em colapso por uma série de fatores: falta de investimentos, sistema obsoleto, falta de água para garantir o abastecimento, dentre outros. Segundo o presidente do Instituto de Águas e Esgotos do Piauí, Herbert Buenos Aires, a única alternativa que o Estado tem é fazer investimentos na ampliação do abastecimento e do esgotamento sanitário e melhoria dos equipamentos e estrutura de serviços.

Para fazer esses investimentos, porém, uma das saídas é fazer as parcerias público-privadas (PPP) para garantir que a iniciativa privada disponibilize os recursos necessários. Acumulando dívidas de mais de R$ 1,100 bilhão e sucateada, a Agespisa não tem como captar recursos ou fazer financiamentos. “A Agespisa não tem condições de contrair emprétimos e o Estado não tem recursos, então a alternativa é firmar parcerias com a iniciativa privada para garantir os investimentos. É isso que está sendo feito em vários estados do país, e o Piauí não pode esperar mais”, declarou Herbert Buenos Aires ao Diário do Povo.

Segundo ele, há reclamações freqüentes de falta de água até mesmo nas grandes cidades – entre elas, Teresina, onde a cobertura chega a 98% mas falta água com freqüência nos bairros e vilas da periferia e cerca de 130 mil pessoas não têm acesso a água de qualidade. Os prefeitos das cidades pequenas a reclamação é maior. Em boa parte dos municípios, o sistema de abastecimento é parte da Agespisa e parte da Prefeitura, feita por meio de poços. O quadro de saneamento e de abastecimento não é bom.

A cobertura de água é relativamente boa, segundo Herbert Buenos Aires. Mas em Teresina, por exemplo, falta água na periferia da cidade. As tubulações são de mais de 30 anos e precisam ser trocadas. No interior a situação é ainda pior. Existem problemas graves de falta de água. A solução seria investimentos feitos pela própria Agespisa, mas a empresa está na condição de insolvência, o patrimônio não é suficiente para pagar as dividas.

A companhia ainda tem que cumprir a legislação que obriga a universalizar a água e esgoto até o ano de 2031. Para isso, serão necessários investimentos da ordem de R$ 2,800 bilhões, dos quais R$ 1,700 bilhão só para Teresina. Hoje, apenas 18% das residências de Teresina está ligada à rede de esgotamento sanitário. Pelo contrato da Prefeitura com a Agespisa, deveria ser 62%. No estado todo a cobertura de esgoto chega a míseros 7%. A companhia está muito endividada e sem capacidade de investir.

Fonte: Diário do Povo

Publicado Por: Apoliana Oliveira

http://180graus.com/politica/risco-de-colapso-no-abastecimento-de-grandes-cidades-no-piaui-ja-e-algo-real

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