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Sabesp amplia vazão enviada para abastecimento em Santo André

A média de água enviada pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) a Santo André aumentou nos últimos 15 dias, segundo o superintendente do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), Sebastião Ney Vaz Júnior. O volume que estava acordado entre as partes, de 1.750 litros por segundo, passou agora para 1.900 litros por segundo.

Para Vaz Júnior, a situação é reflexo da melhoria dos reservatórios. Dois sistemas são responsáveis pelo abastecimento da cidade: Rio Claro, que atende 30% dos imóveis, e que ontem operava com 97,7% da capacidade; e o Rio Grande (Billings), responsável por 70% do município e que operava com 93,5%.

Apesar disso, é frequente munícipes reclamarem de falta de água. “Para ficar tudo certo, precisaríamos de pelo menos 2.000 litros por segundo, então, de fato, as pessoas têm razão de reclamar. Esperamos que chegue nesse patamar”, falou o superintendente do Semasa.

O nível positivo dos reservatórios e o fim da crise hídrica, declarado pelo presidente da Sabesp, Jerson Kelman, em entrevista exclusiva ao Diário, despertam em especialistas de recursos hídricos o receio de que a população possa interromper o hábito de economia de água. No entanto, Vaz Júnior dá um voto de confiança aos andreenses. “As pessoas estão bem mais conscientes que antes da crise e a gente torce para que isso se mantenha.”

INQUÉRITO

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), órgão ligado ao Ministério da Justiça, acolheu as razões apresentadas pelo Semasa para averiguar possível cobrança abusiva que estaria sendo feita pela Sabesp na venda de água por atacado e instaurou, na sexta-feira, inquérito administrativo para apuração de infração à ordem econômica. A companhia estadual cobra dos municípios tarifa de R$ 1,81 pelo metro cúbico de água. Entretanto, Santo André, com base em estudo próprio, paga atualmente R$ 0,90. A cidade compra 95% de sua água da Sabesp. “Fomos transparentes com a Sabesp e avisamos bem antes de protocolar requerimento no Cade. Não estamos fazendo embate, só procurando o que é direito”, disse Vaz Júnior.

Em nota, a Sabesp declarou que sempre está de portas abertas para negociação com permissionários. “A empresa esclarece que não detém ‘o monopólio da água tratada no atacado’. O próprio Semasa, que tem outorga para retirar água na Represa Billings, poderia fazer a captação.”

Fonte: G1
Foto: Divulgação

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