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Teresina precisa de investimento de R$ 1,7 bilhão para universalizar água

O presidente do Instituto de Águas e Esgotos do Piauí, Herbert Buenos Aires, informou que são necessários R$ 1,7 bilhão em investimentos para que a água seja universalizada em toda a Teresina. Por isso, segundo ele, é preciso colocar em prática a Parceria Público- -Privada (PPP) para que a meta seja alcançada, e assim cumpra o contrato firmado entre a Agespisa e a Prefeitura Municipal de Teresina.

“O serviço de abastecimento de água e esgoto em Teresina e na maioria dos municípios precisa de investimentos que poder público não dispõe. Nos últimos três anos, por exemplo, a Agespisa investiu R$ 20 milhões anualmente em Teresina, quando o necessário para se chegar à universalização é de pelo menos R$ 60 milhões/ano”, afirma o presidente.

Herbert lembra ainda que há situações em que será necessário investimento anual de R$ 140 milhões, R$ 150 milhões, montante que somente o capital privado tem no momento. “Até 2026, de acordo com o contrato, 80% da população precisa estar atendida com esgoto”, diz.

Atualmente, o Instituto de Águas tem realizado contato com os municípios atendidos pela Agespisa para reformular os contratos, passando a concessão do sistema para o Instituto. “Acredito que dentro de até três meses, vamos ter feito a migração”, espera o gestor.

Em Teresina, a principal fonte de receita da Agespisa, o projeto deverá ser enviado pela Câmara Municipal esta semana. O governador Wellington Dias pede que os vereadores aprovem a mudança. “O novo sempre causa dificuldades de aprovação. Mas vamos para o mundo real. Precisamos de dinheiro para levar água. Alguém do [setor] privado topa fazer e topa receber [o investimento] daquilo que vai receber com a receita. É como o leasing de um carro. Você recebe o carro e depois vai pagando as prestações”, explica.

Wellington enfatiza que nem todo o recurso arrecadado com as contas de água vai para a empresa privada que cuidará do sistema. “O saldo excedente vai ficar para o Estado e o Município e a empresa continuará 100% pública, sem prejuízo aos direitos dos trabalhadores”, opina.

Por: Robert Pedrosa – Jornal O Dia

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