saneamento basico
tratamento-de-agua

Agreste Saneamento segue com medidas para minimizar efeitos das chuvas na captação e tratamento da água

O objetivo é preservar o sistema como um todo e garantir que a qualidade da água fornecida à população seja mantida adequada

A Agreste Saneamento segue adotando medidas emergenciais para controlar a qualidade da água captada na bacia do Rio São Francisco. O intenso volume das chuvas recentes e o rompimento de barragem que afetou o rio Ipanema tem contribuído para o aumento de vazão do São Francisco em Alagoas. Para se ter uma ideia, esta é a primeira vez desde o início da operação que há uma ocorrência desta magnitude.

O aumento da vazão traz, além da água, muitas impurezas e partículas em suspensão, o que é denominado tecnicamente como aumento na turbidez de água, e isto impacta diretamente na captação do recurso para o consumo humano.

Tal cenário histórico tem dificultado o tratamento da água captada e tratada pela Agreste Saneamento e entregue à Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) para distribuição em dez municípios alagoanos, beneficiando mais de 400 mil pessoas. Diante disso, medidas técnicas e operacionais foram adotadas para evitar danos ao processo de captação e tratamento.

Medidas de limpeza

De acordo com o diretor operacional da Agreste Saneamento, Sérgio Bovo, a empresa tem realizado acompanhamento ininterrupto nos sistemas de tratamento, em Arapiraca e São Brás.

 “A quantidade de chuva em Santana do Ipanema tem causado transtornos na região, somados aos das chuvas ocorridas nas nascentes do Rio São Francisco. Esse cenário provocou uma alteração na qualidade da água. Isso impossibilita o tratamento em alguns momentos do dia. A situação vem sendo acompanhada pela Agreste Saneamento de perto, minuto a minuto. E estamos trabalhando para disponibilizar o maior volume de água possível, enquanto esse fenômeno não se estabiliza”.

As medidas adotadas como a paralisação temporária para limpeza e recirculação de água e controle de fluxo, por exemplo, têm o objetivo de preservar o sistema como um todo e garantir que a qualidade da água fornecida à população seja adequada.

 “Este contratempo é passageiro, o controle deve ocorrer nos próximos dias. Estamos acompanhando e trabalhando ao máximo e, assim que possível, a situação será normalizada”, detalha Sérgio.

Fonte: CASAL.

Últimas Notícias:
Luta contra desperdício de água inclui ‘robô de Marte’ e cães farejadores

Luta contra desperdício de água inclui ‘robô de Marte’ e cães farejadores

A cada três litros de água tratada que saem de uma estação de saneamento no Brasil, um desaparece antes de chegar à torneira de alguém. Além disso, o indice médio de perdas em 2024 (39,5% segundo estudo do Instituto Trata Brasil e da consultoria Ex Ante). É o dobro do considerado aceitável e bem acima da média de 15% dos países desenvolvidos e poderia ser suficiente para resolver boa parte do déficit que ainda deixa 33 milhões de brasileiros sem acesso à água potável.

Leia mais »
Chega de tanta água jogada fora

Chega de tanta água jogada fora

Você já imaginou uma indústria perder 40% do que produz? Ficar apenas com os 60% restantes? Se uma padaria jogasse fora quatro em cada dez pães que assa, antes mesmo de abrir, todo mundo acharia um absurdo. No saneamento brasileiro, é exatamente o que acontece com a água tratada. O país perdeu quase 40% da água produzida em 2024 antes de chegar à torneira da população.

Leia mais »