A Agência das Bacias PCJ, por solicitação da Câmara Técnica de Uso da Água na Indústria (CT-Indústria) dos Comitês PCJ contratou o “Estudo de Avaliação Hidrogeológica Visando a Captação de Água Subterrânea
Com o objetivo de determinar regiões mais favoráveis à captação de água subterrânea em 7 polos industrias das Bacias PCJ, contemplando os municípios de : Americana, Atibaia, Jundiaí, Nova Odessa, Paulínia, Santa Bárbara D’Oeste e Sumaré ( todos no Estado de São Paulo ).
O estudo, desenvolvido pela empresa Hidrogeoambiental, iniciou com a determinação das regiões, dos 7 municípios, onde foram estudados diversos aspectos como geologia, aspectos hidrodinâmicos das unidades aquíferas, áreas contaminadas de acordo com a CETESB, uso e ocupação do solo, mapa de vulnerabilidade dos aquíferos e cadastros de poços profundos.
Essa análise subsidiou a pré-seleção de regiões mais propícias à captação de água subterrânea, incluindo levantamentos geofísicos em campo. De modo que foram selecionadas regiões para a obtenção de amostras de água de 21 poços analisando parâmetros orgânicos e inorgânicos, físicos e microbiológicos em laboratório para comparação com os valores máximos permitidos com base na Portaria de Consolidação nº 05/2017 do Ministério da Saúde e na Decisão de Diretoria nº 256/2016 da CETESB.
Custo
O estudo concluiu que o custo médio para perfuração e instalação de poços é de R$ 119.632,05 obtido por média de cotações de mercado considerando vazão de explotação de 10 m³/h, valor típico para os aquíferos da região estudada. Entretanto, o município de Nova Odessa possui custo superior ao valor médio enquanto o município de Atibaia possui valor inferior em decorrência da formação geológica e da distância de perfuração. Outra informação levantada foi o custo mensal médio de obtenção do m³ de água subterrânea, que variou de R$ 8,16 a R$ 0,81 por m³/dia, sendo o primeiro valor referente à uma vazão de 10 m³/dia e o último de 200 m³/dia.
Por fim, além de apresentar um banco de dados de mapas e dados georreferenciados visando auxiliar a tomada de decisão para futuras captações subterrâneas, também foram elaborados 10 projetos de captação de águas subterrâneas para futuras captações, sendo seis propostas para a Região Metropolitana de Campinas, caracterizada pela presença de aquíferos sedimentares e fissurais em arcabouço de rochas sedimentares consolidadas e diafásico, e quatro áreas na região de Atibaia, com aquíferos fissurais em rochas cristalinas.
O estudo foi realizado com a qualidade obtida, devido ao apoio das seguintes entidades: Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho (Unesp), ao Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP), à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), ao Instituto Geológico (IG), Serviço Geológico Nacional (CPRM), Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) das Câmaras Técnicas de Águas Subterrâneas (CT-AS) e de Uso da Água na Indústria (CT-Indústria) dos Comitês PCJ.
Agência de Água ou Agência de Bacias
A Agência das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí gerencia os recursos hídricos nas bacias PCJ – tanto os recursos arrecadados com a cobrança pelo uso dos recursos hídricos nos rios de domínio da União como os recursos arrecadados nos rios de domínio do estado de São Paulo.
É uma entidade criada ou indicada pelo Comitê de Bacia para prestar apoio ao seu funcionamento, podendo atuar como sua Secretaria Executiva. É responsável pelo gerenciamento dos recursos financeiros oriundos da cobrança pelo uso dos recursos hídricos. Possui personalidade jurídica, conforme a dominialidade das águas, ou seja, da União ou dos Estados. As funções de Agência, em alguns casos, podem ser delegadas para organizações civis de recursos hídricos e entidades afins.
Para águas da União, a agência recebe o nome de Agência de Água. Para águas dos Estados de São Paulo e Minas Gerais, o nome atribuído é Agência de Bacias.
A operação de Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) está diretamente condicionada à manutenção de sua capacidade hidráulica efetiva que, ao longo do tempo, progressivamente é comprometida pelo acúmulo de lodo nas unidades de tratamento. Tal fenômeno representa uma das principais causas de perda de eficiência, especialmente em sistemas baseados em lagoas de estabilização e reatores biológicos de grande volume.
A expansão do saneamento básico em Dourados, a 233 km de Campo Grande, vai custar mais de R$ 27 milhões, de acordo com o contrato publicado pela Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) na quinta-feira (21 de Maio).
Cada chuva forte que transforma ruas em rios não é apenas um fenômeno natural. É, antes de tudo, o resultado de décadas de escolhas urbanas que trataram a água como inimiga a ser expulsa o mais rapidamente possível.
O novo pedido de recuperação judicial feito pelas empresas do grupo Andrade Gutierrez surpreendeu e chocou o mercado da engenharia brasileira. O pedido, protocolado na 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte, confirmou que esse foi um dos poucos conglomerados atingidos pelas descobertas da Operação Lava Jato que não conseguiu colocar o nariz fora da água depois de tantos desgastes e contratempos revelados.
Todos os dias cada pessoa gera em média um quilo de resíduos no planeta, é o que revela o relatório What a Waste, do Banco Mundial, que monitora a produção global de resíduos.
Os indicadores de água e saneamento ajudaram Curitiba a conquistar, pelo segundo ano consecutivo, o título de capital com a melhor qualidade de vida do Brasil.