saneamento basico

Informe revela deficiências no saneamento básico na América Latina

Grande parte da população latino-americana tem deficiência no saneamento básico, e a maioria das águas residuais da região são despejadas nos rios, segundo relatório divulgado nesta terça-feira na Costa Rica.

O Informe Regional da Conferência Latino-Americana de Saneamento, elaborado com dados fornecidos pelos países da região, indica que 4,9% dos 651 milhões de latino-americanos carecem de acesso a instalações melhoradas de saneamento, como vasos sanitários ou latrinas com ventilação.

Além disso, revela que apenas 51,8% dos moradores da região têm serviços de saneamento nos quais os excrementos são eliminados de forma segura. As principais carências se dão nas áreas rurais.

“O Informe Regional nos mostra os desafios que temos como região para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em 2030. Persistem os desafios, mas a maioria dos países avançou em relação a 20 anos atrás”, comentou Yamileth Astorga, presidente do Instituto Costarriquense de Aquedutos e Esgoto na conferência.

ODS

Os ODS contemplam atingir 100% de saneamento básico nas áreas de maior população para 2030.

Segundo o estudo, a América Latina reduziu a brecha entre áreas urbanas e rurais, que no ano 2000 era de 100% e caiu para 24% na atualidade, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo da ONU para a Infância (Unicef).

As deficiências no saneamento básico provocam graves problemas ambientais, porque cerca de 70% das águas residuais da região acabam nos rio, lagos e mares, sem tratamento.

A conferência de saneamento termina nesta quarta-feira, e será seguida de uma reunião de ministros responsáveis de água e saneamento da América Latina na quinta e na sexta-feira em San José.

Fonte: EM

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