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Dívida impede Valinhos de buscar verba para melhorar abastecimento

Com R$ 300 milhões em dívidas e em meio a um rodízio de racionamento de água, iniciado na sexta-feira (7), Valinhos (SP) tenta bancar com recursos próprios os investimentos necessários para adequar o abastecimento à crescente demanda na cidade. Reduzir a perda de 38% na distribuição de água, índice considerado alto, é um dos desafios do município, de 116 mil habitantes.

As obras para ampliar a Estação de Tratamento de Água 2 (ETA-2) no Rio Atibaia, que responde por 50% do consumo da cidade, têm previsão para começar este ano. Segundo o presidente do Departamento de Águas e Esgotos de Valinhos (DAEV), Luiz Mayr Neto, serão seis milhões a mais de litros de água, mas as obras só terminam em um ano e meio. O município vai começar a ampliação com os R$ 7 milhões que o DAEV tem em caixa, já que a dívida com o Tesouro Nacional dificulta a obtenção de financiamentos.

Troca de hidrômetros
O dinheiro terá de bancar ainda outras melhorias no sistema. Reduzir a perda na distribuição do produto, que era de 25% há 20 anos, segundo Mayr Neto, também está nos planos da autarquia. Até o fim do ano, a meta é trocar oito mil hidrômetros da cidade, número que deve passar a 12 mil até o fim de 2015.

Até o início do racionamento, Valinhos tratava 37 milhões de litros de água por dia. Segundo o presidente do DAEV, o número já não é suficiente para atender todo o município, já que o consumo aumentou 20% nos últimos 20 anos. Os bairros localizados na parte alta ou mais distantes, como Parque Portugal, Jurema, Palmares , Figueiras e União, são os mais afetados pelo desabastecimento.

Além do Atibaia, a cidade capta outros 45% da água que consome de cinco mananciais. “Não dá mais para retirar água de lá. Eles iriam secar‘, disse Mayr Neto, ao anunciar o rodízio de racionamento, referindo-se ao nível crítico das represas.

Fonte: G1
Veja mais: http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2014/02/divida-impede-valinhos-de-buscar-verba-para-melhorar-abastecimento.html

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