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Funcionários da Casan cruzam os braços por duas horas

Funcionários da Casan se concentraram nesta manhã na frente da empresa com os braços cruzados, das 8 horas às 10 horas, para chamar a atenção nas negociações do aumento salarial da categoria, que ocorre há um mês. Conforme o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente de Santa Catarina (Sintaema), Genílson Teixeira Gomes, as negociações não avançaram em nenhum momento. “É oferecido para nós apenas o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) no valor de R$ 5,6%. No entanto, queremos sentar e conversar para fazer uma avaliação de plano de cargos e salários, que não é realizada há anos”, explica Gomes. A categoria também almeja que o aumento seja diluído do menor ao maior salário.

O ato ocorreu em todo Estado de Santa Catarina. Nestas duas horas funcionaram somente os serviços essenciais, como os trabalhos na Estação de Tratamento de Água (ETA), serviço responsável pela distribuição de água para a população. Conforme Gomes, caso as negociações não avancem, outras paralisações serão realizadas. Na próxima quarta-feira, dia 8, o ato será realizado mais uma vez. Os profissionais ficarão quatro horas com as atividades paralisadas.

Já no dia 16 de maio será realizado uma assembleia geral, em Florianópolis, com todos os funcionários da Casan do Estado, cerca de 2,3 mil. “Nesse encontro vamos definir ou não por uma greve”, adianta. Segundo o vice-presidente, os consumidores poderão sentir diretamente os reflexos de uma possível paralisação.

“Como os serviços estarão comprometidos, não será possível fazer manutenção, ligamentos, consertos em canos danificados, por exemplo, que são muito comuns no dia a dia da empresa. Nesta semana uma equipe ficou por 24 horas trabalhando no conserto de uma adutora, em Siderópolis. Sem este serviço, o município ficaria sem o fornecimento de água”, explica.

Além daqueles que atuam na manutenção, os colaboradores responsáveis pelo atendimento ao público, além dos técnicos, instaladores e funcionários do departamento administrativo estão juntos nesta reivindicação. Em Criciúma, a Casan conta com 80 funcionários. A empresa foi aberta durante as duas horas de paralisação pela chefe da agência, que possui cargo comissionado.

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