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Funcionários da Sabesp decidem hoje se param ou não

São Paulo – .  A possível paralisação visa tentar conter as demissões que estão acontecendo na companhia e que se intensificaram nos primeiros dois meses do ano.

Segundo Rene Vicente dos Santos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente de São Paulo (Sintaema), 399 pessoas já foram desligadas da empresa e outras 160 homologações já estão agendadas.

“Existe a possibilidade de novas demissões acontecerem até o fim de maio. A Sabesp tem a intenção de reduzir cerca de 10% de sua folha de funcionário”, afirmou Santos em entrevista à EXAME.com.

Caso os funcionários optem pela greve, a paralisação não acontece imediatamente. De acordo com Santos, ela deve começar na próxima semana, uma vez que a população e a Justiça precisam saber 72 horas antes sobre a decisão.

“Queremos tentar conter essas demissões, pois 80% delas atingem a área operacional – setor  fundamental para atender a atual crise enfrentada pela empresa”, disse Santos.

Em nota, a Sabesp informou que os ajustes em seu quadro de pessoal não irão comprometer a qualidade na prestação de serviços. “A empresa tem perseguido a melhora do índice de produtividade na relação ligações de água e esgoto por empregado”.

Ainda segundo a companhia, o acordo coletivo vigente, assinado em maio de 2014, prevê que a readequação no quadro de pessoal, com possível dispensa, está limitada a 2% do efetivo total. A Sabesp tem cerca de 14.500 funcionários.

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