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Limpeza voluntária em Praia do Futuro reúne 2.958 itens

Entre conversas com banhistas e coleta de resíduos sólidos na Praia do Futuro, na manhã de ontem, voluntários uniram vozes para dialogar com a população sobre como gerir melhor o próprio lixo. O propósito era esclarecer que não há como ter uma cidade limpa, sem disposição da população, do Poder Público, do setor privado e do terceiro setor.

Este é um dos preceitos da Secretaria Municipal do Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), de acordo com Edilene Oliveira, coordenadora de Políticas Ambientais do órgão. “A gente acredita que tudo passa pela atitude. O poder público tem, sim, a obrigação de manter a estrutura, mas tem que ser uma via de mão dupla”, reforçou.

Como idealizadores do mutirão de limpeza, estiveram o grupo C. Rolim Engenharia, os movimentos Limpa Brasil e Limpando o Mundo, entre outros projetos sociais. A organização estimou a participação de cerca de 200 voluntários, entre crianças, jovens e adultos, que se concentraram às 8h30min na barraca Cuca Legal.

Consenso nos discursos de Edilainne Muniz (do Limpa Brasil), Juaci Araújo (Limpando o Mundo) e Ticiana Rolim (C. Rolim Engenharia), a responsabilidade pelo lixo começa com quem o gerou. “Esse material que sai da zona costeira, que é descartado de forma errada, é o que causa a entrada do lixo nos oceanos”, alertou Juaci.

Juaci afirma que 80% do lixo que chega aos mares é proveniente do despejo irresponsável na zona urbana costeira. Como impactos, ele pontua prejuízos na biodiversidade local, no turismo, na economia e na saúde. “A má gestão do lixo traz esses problemas. Nosso trabalho é alertar isso. No oceano, não vai ter o caminhão do lixo”.

Segundo Edilene Oliveira, os itens que mais têm sido encontrados nas orlas marítimas são canudos de plástico e restos de cigarro. Foram recolhidos ontem 2.958 itens. Entre eles, plásticos (2.193), cigarro (220), metais (96), borrachas (86), vidros (30), isopores (29), tecidos (4) e outros.

 

 

Fonte: Jornal O Povo

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