saneamento basico

Maceió desperdiça 58,6% de toda água distribuída

Com um índice de desperdício de 58,64% de toda a água distribuída, Maceió figura entre as dez cidades brasileiras que mais perdem água na distribuição, segundo levantamento realizado pelo Instituto Trata Brasil.

De acordo com o estudo, Macapá (AP) ocupa o primeiro lugar no Indicador de Perdas na Distribuição (IPD), com 69,14% de desperdício. Na outra ponta, Limeira (SP) aparece como o município brasileiro que menos desperdiça água na distribuição, com 15,94%.

Apesar do elevado índice de desperdício de água na distribuição, a capital alagoana conseguiu estancar as perdas em 6,01 pontos percentuais, saindo de 64,65%, em 2011, para os atuais 58,64% registrados em 2015 – ano-base do levantamento feito pelo Trata Brasil.

ESGOTO

O levantamento mostra também que as cidades que menos fizeram ligações de esgoto, proporcionalmente às que faltam, foram Nova Iguaçu, São Gonçalo, Duque de Caxias, Belford Roxo, Jaboatão dos Guararapes, Macapá, Rio de Janeiro, Belém, Maceió e Santarém. Em termos absolutos, os municípios que realizaram mais ligações foram Brasília, São Paulo e Rio Branco.

No caso de Maceió, apenas 34,97% do município tem rede de esgoto, uma retração de 0,39% em relação a 2011, quando 35,36% tinha cobertura. A queda é ainda maior quando se refere à variação do índice de esgoto tratado referido à água consumida. Em 2011, a rede cobria 58,76% do município. Já em 2015, esse índice baixou para 35,60% – uma retração de 23,16 pontos percentuais.

Em todo o País, 50,3% dos brasileiros tinham acesso à coleta dos esgotos em 2015, porém somente 42% dos esgotos eram tratados. Cerca de 34 milhões de brasileiros não tinham acesso a água tratada naquele ano.

O estudo mostra que, apesar dos investimentos feitos nos últimos cinco anos, o País avançou pouco em saneamento básico, inclusive nas capitais.

Elaborado com base em números do Ministério das Cidades – de 2015 – o levantamento traça o perfil do Novo Ranking do Saneamento Básico das 100 maiores cidades brasileiras.

COLETA

Os dados mostram que, em 24 capitais, menos de 80% do esgoto são tratados. Brasília e Curitiba apresentaram os maiores percentuais de tratamento, 82% e 91% respectivamente.

Nas maiores cidades, em média, 71,05% da população tinham coleta de esgoto, índice superior à média nacional em 2015 (50,26%).

“Quarenta e quatro cidades reportaram que mais de 80% da população possui os serviços de coleta de esgotos, 25 cidades informaram que menos de 40% da população conta com esses serviços, enquanto que em 8 municípios o índice ficou entre 0 e 20%. Cinco cidades reportaram 100% (Curitiba-PR, Diadema – SP, Londrina – PR, Maringá – PR e Ponta Grossa – PR), enquanto Santarém – PA indicou 0% (zero)”, diz comunicado do instituto.

Foto: Heliana Gonçalves/TV Gazeta
Fonte: GazetaWeb

Últimas Notícias:
Integração de sistemas no saneamento o risco operacional que começa na desorganização dos dados EOS Systems

Integração de sistemas no saneamento: o risco operacional que começa na desorganização dos dados | EOS Systems

No setor de saneamento, a falta de integração entre sistemas não é apenas um problema de TI; é um risco operacional sistêmico. Quando o sistema comercial (faturamento) não se comunica com o operacional (telemetria/GIS) e ambos ignoram o fiscal (ERP), a operação da concessionária entra em um ciclo de desorganização de dados, onde a informação se torna incompleta e a tomada de decisão perde efetividade.

Leia mais »
Novo marco legal do saneamento fracasso ou limites estruturais

Novo marco legal do saneamento: fracasso ou limites estruturais?

Nos últimos meses, uma sequência de notícias sobre concessões esvaziadas, revisões de modelagens e redução do interesse privado em projetos de saneamento reacendeu um debate incômodo. O novo marco legal do setor (Lei 14.026/2020) estaria falhando em sua principal promessa: a universalização dos serviços até 2033?

Leia mais »