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Mais chuva e menos turistas impedem falta de água no final no ano, diz Sabesp

O final de ano com chuvas mais intensas e o menor número de veranistas nas cidades da Baixada Santista foram responsáveis pelas mínimas falhas no abastecimento regional no início da alta temporada.

 

O diagnóstico foi debatido nesta segunda-feira (18), em reunião entre representantes do Governo do Estado de São Paulo e das noves prefeituras locais. A reunião virtual foi realizada pela Agência Metropolitana da Baixada Santista (AGEM) para apresentação das ações desenvolvidas para atendimento desta temporada de verão 2020/2021.

De acordo com a superintendente Sabesp, Olivia Mendonça, os índices pluviométricos desta temporada (entre 21/12/20 a 3/1/21), em comparação à anterior, que tiveram volumes de chuva bem mais expressivos.

“Houve um aumento médio de 178% (dados Sabesp), o que acaba exigindo uma atenção maior aos sistemas de captação de água bruta para que haja pronto atendimento, minimizando manutenções corretivas e evitando fazer uso dos centros de reservação de água tratada”.

Além do maior volume pluviométrico, Mendonça destacou a redução de 23% no número de veículos que utilizaram o sistema Anchieta-Imigrantes entre os feriados de Natal e Ano Novo, se comparado com a temporada de 2019/2020.

“Constatamos os bons resultados da temporada e percebemos que a maior demanda de consumo diário de água por pessoa foi nos locais onde as praias não tiveram acesso restrito, especificamente nos municípios do Litoral Sul”.

A executiva afirmou ainda o investimento de R$ 446,9 milhões na infraestrutura de saneamento da região (e uso geral) – uma média de R$ 1,2 milhão aplicados diariamente nos nove municípios – e entre as melhorias estão 219 km de novas tubulações de água e esgoto, além do aumento da produção de água e da reservação da água tratada, se comparado à temporada anterior. Com isso, segundo ele, foi reduzido o número de ocorrências de falta de água registradas nos canais de atendimento da empresa.

 

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Ligações clandestinas 

Segundo a gestora, a empresa só pode atuar em áreas informais com a ação das prefeituras para regularização fundiária urbana. Por essa razão, desenvolve desde 2017 o programa Água Legal, que realiza ligações de água em áreas de alta vulnerabilidade social.

Ela explicou que essas conexões clandestinas influem diretamente nas perdas de água, dificuldade no controle da qualidade da água e desperdício no consumo.

Guarujá é o primeiro município local a ser atendido, por ter a situação mais crítica nesse ponto. As áreas inicialmente contempladas, em comum acordo entre Prefeitura, Ministério Público e Sabesp, serão Pedreira Matarazzo e Cantagalo, com 1.426 famílias e 1637 famílias respectivamente, abrangendo aproximadamente 12.500 pessoas.

Fonte: A Tribuna 

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