saneamento basico

Moradores de Itu usam água de córrego para se abastecer

Desesperados com a falta de água, moradores quebraram a laje de um córrego canalizado há muitos anos para se abastecer, em Itu, na região de Sorocaba (SP). A água retirada com baldes por um buraco aberto no cimento é usada para banho e lavagem de roupa.

O canal foi reaberto no Jardim Padre Bento, mas os principais usuários são moradores da Vila Ianni, que estão sem água há dez dias. A cidade enfrenta racionamento severo desde o início de fevereiro.

De acordo com os usuários, a água tem aparência limpa, mas não é usada para beber. O córrego nasce no terreno de uma fábrica desativada e foi canalizado ao transpor a área urbana. Moradores chegam a fazer fila para apanhar o líquido. A concessionária Águas de Itu informou que está retirando água de 40 poços particulares na tentativa de manter a população abastecida. A prefeitura mandará uma equipe inspecionar o local.

O Ministério Público Estadual recomendou à prefeitura a decretação de calamidade pública em razão da falta de água. A medida não havia sido adotada até esta segunda-feira, 18. De acordo com o MPE, existem 300 poços privados no município que devem ser usados para atender à população. No sábado, moradores com cartazes e baldes vazios fizeram um protesto contra a falta de água – interrompendo o trânsito nas ruas do centro da cidade.

Últimas Notícias:
Integração de sistemas no saneamento o risco operacional que começa na desorganização dos dados EOS Systems

Integração de sistemas no saneamento: o risco operacional que começa na desorganização dos dados | EOS Systems

No setor de saneamento, a falta de integração entre sistemas não é apenas um problema de TI; é um risco operacional sistêmico. Quando o sistema comercial (faturamento) não se comunica com o operacional (telemetria/GIS) e ambos ignoram o fiscal (ERP), a operação da concessionária entra em um ciclo de desorganização de dados, onde a informação se torna incompleta e a tomada de decisão perde efetividade.

Leia mais »
Novo marco legal do saneamento fracasso ou limites estruturais

Novo marco legal do saneamento: fracasso ou limites estruturais?

Nos últimos meses, uma sequência de notícias sobre concessões esvaziadas, revisões de modelagens e redução do interesse privado em projetos de saneamento reacendeu um debate incômodo. O novo marco legal do setor (Lei 14.026/2020) estaria falhando em sua principal promessa: a universalização dos serviços até 2033?

Leia mais »