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Obras de ETA da Alto da Boa Vista seguem aceleradas

As obras de ampliação da Estação de Tratamento de Água (ETA) do Alto da Boa Vista estão em ritmo acelerado. O governador Geraldo Alckmin deu início nesta segunda-feira, 8, à instalação de membranas na ETA – ABV do Sistema Guarapiranga, que vai aumentar a produção de água em mil litros por segundo, beneficiando de 300 mil a 400 mil pessoas e reduzindo a retirada do Sistema Cantareira, permitindo, assim, ao Guarapiranga avançar em novas áreas, principalmente na região da avenida Paulista.

Além disso, as membranas utilizadas nesta nova fase são ultrafiltrantes, uma tecnologia de ponta já empregada em países como Estados Unidos, Israel e Cingapura. “A ETA Boa Vista já está lotada e como se amplia rapidamente? Por meio das membranas ultrafiltrantes. Esse modelo deu certo em termos de rapidez e eficácia, com menos química e custos. Então diminui muito o tratamento químico e é sucesso absoluto. Nós somos hoje o maior sistema da América Latina e inédito no Brasil pela Sabesp, aqui em São Paulo”, disse o governador.

O uso das membranas tem uma série de vantagens: o tratamento da água, que levaria pelo menos duas horas, em média, é realizado num período de 20 a 30 minutos, com funcionamento automatizado e utilização muito menor de produtos químicos. Outra vantagem dessa tecnologia é a de ocupar um espaço físico muito menor. As membranas ultrafiltrantes são importadas da Alemanha e entram em funcionamento já neste mês de junho. O investimento realizado pela Sabesp é de R$ 42 milhões, com recursos próprios.

Ampliação

No final de 2014, o Sistema Guarapiranga já teve a sua capacidade de produção aumentada em mil litros/s, passando de 14 mil litros/s para 15 mil litros/s, graças à utilização das membrana na ETA ABV. A tecnologia também é utilizada pela Sabesp na ETA Rio Grande, produzindo 500 litros de água potável por segundo, além do Aquapolo, onde é usada para gerar água de reúso com alto teor de refinamento.

Funcionamento

Os equipamentos utilizados contam com reatores biológicos em forma de membranas, que fazem a ultrafiltração e têm capacidade para remover partículas sólidas com tamanho correspondente a um diâmetro mil vezes menor que um fio de cabelo. Depois das membranas, é empregado o processo de osmose por foto-oxidação, que elimina pequenas partículas, como bactérias e vírus. Como última etapa, a água é submetida a um processo de desinfecção final, com emprego de radiação ultravioleta associada ao peróxido de hidrogênio. O resultado é uma água absolutamente limpa, cristalina, sem nenhuma impureza, no padrão fornecido pela Sabesp aos seus clientes.

 

Fonte: Portal do Governo do Estado

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