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Prefeitura de ITU questiona aumento da água com Águas de Itu

Foi realizada na tarde desta terça-feira (14), em Itu (SP), uma reunião entre representantes da prefeitura e da concessionária Águas de Itu para discutir o reajuste na tarifa de água. A concessionária anunciou um aumento de 33%, que significa 12 pontos acima da inflação acumulada nos últimos três anos, após quatro meses do retorno do fornecimento de água na cidade.

Durante o encontro, nada ficou resolvido. A agência reguladora de água e a prefeitura ainda ficaram de analisar a proposta. A prefeitura ainda não deu prazo para entregar a análise e definir a data de aplicação do reajuste. Até lá, nenhuma conta será alterada.

Na casa de Adriana, a caixa d’água continua na varanda por causa do medo de ficar com a torneira seca de novo. A notícia do aumento da tarifa não trouxe nenhum alívio para ela, já que a conta será mais cara a partir deste mês e vai pesar no orçamento. Ela não entende o motivo do reajuste. “Só quem passou mesmo pode falar. E agora vem o aumento. Capaz de agora em maio, junho começar a falta de novo que é a época que a gente fica sem”.

Uma família que, em média, gasta 10 mil litros por mês, vai ter a conta reajustada de R$ 24,70 para R$ 33. Aumento de 33%. O reajuste vai atingir as 54 mil ligações de água em casas, comércio e indústrias, e está previsto no contrato de concessão.

O diretor da Águas de Itu, Almir Bittencourt, explica que desde 2012 a tarifa não era reajustada e que por conta dos investimentos feitos recentemente na principal obra de captação nos córregos Mombaça e Pau D’alho a empresa não teve outra saída.

“Mesmo com esse reajuste, diante das cidades da região, Itu tem uma das tarifas mais baixas. Esse reajuste ainda é muito pequeno frente à necessidade de obra que o município tem. O município não tem reserva de água, então o que está chovendo hoje está sendo perdido”, afirma.

Os moradores não conseguem entender a decisão de aumentar a tarifa poucos meses depois que o abastecimento voltou ao normal. A dona de casa Maria Aparecida ainda não recebeu a conta com a nova tarifa, mas não gostou da ideia de pagar mais caro pela água. Ela pagava o mínimo, cerca de R$ 25, mas para a próxima cobrança já terá de desembolsar quase R$ 35. “Teve dia que não tinha água, nem o caminhão-pipa passava”, lembra.

Na época do racionamento, os moradores lembram que tiveram que pagar contas sem ter uma gota de água nas torneiras. A concessionária enviou contas com valores altos aos consumidores e até mandou cartas de cobrança. Na notificação, a Águas de Itu dava um prazo de 15 dias para a regularização da situação. Se o consumidor não pagasse, a água seria cortada. Os moradores tiveram que juntar os comprovantes de pagamento e enfrentar filas para provar que estavam com as contas em dia.

Com a chegada da chuva em novembro, as represas encheram novamente e há duas semanas o abastecimento foi finalmente normalizado. Agora a concessionária Águas de Itu discute um reajuste, que só não foi feito antes porque um decreto municipal impedia o aumento. “No ano passado, como tivemos uma situação bastante difícil no abastecimento público, nós não permitimos o reajuste. Agora temos que ver, porque é previsto em contrato um reajuste anual e isso nós vamos analisar nessa reunião”, explica o prefeito Antonio Tuíze.

Ainda de acordo com o prefeito, o valor do reajuste pode mudar. “O pleito da Águas de Itu vai ser mostrado, para que seja feita uma análise pela agência reguladora e pela prefeitura, para nós chegarmos a um consenso do que deverá ser justo para o reajuste da tarifa de água na cidade”, afirma Tuíze.

 

Fonte: G1

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Desde o início da criação da Comissão CE.010:105.007 – Comissão de Estudos de Produtos Químicos para Saneamento Básico, Água e Esgoto da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), em março de 2004, atuo como profissional voluntário e imparcial em prol da sociedade brasileira. Esta Comissão faz parte do CB-10, Comitê Brasileiro de Química da ABNT.

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