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Presidente do conselho de administração da Odebrecht classifica como pragas corrupção e má gestão

SÃO PAULO – Em artigo publicado hoje no jornal “Folha de S. Paulo”, o presidente do conselho de administração da Odebrecht S.A., Emílio Odebrecht, afirma que corrupção e má gestão são “duas pragas” das quais o país precisa se livrar, “porque tanto corrupção como má gestão são ralos por onde escoam riquezas, energia, dinheiro público e valores morais, drenando compromissos, possibilidades e esperanças”.

O empresário, cuja empreiteira é investigada na Operação Lava-Jato, cita números da Petrobras, que revelou recentemente perdas de R$ 6,2 bilhões atribuídas à corrupção e prejuízo de R$ 44,6 bilhões causados por erros de gestão em projetos. E conta que decidiu se manifestar publicamente, após a divulgação do balanço financeiro da estatal, sobre os fatos que têm causado prejuízos “tangíveis e intangíveis” ao país.

“Refiro-me ao assunto que há quase um ano ocupa o nosso dia a dia: a corrupção e a falta de uma agenda clara de crescimento com desenvolvimento para o Brasil”, escreveu, acrescentando que o “indispensável” ajuste fiscal deveria ocorrer a partir da definição clara de onde o país pretende chegar.

Segundo ele, “poucos brasileiros têm noção de quanto uma obra ou um investimento são onerados quando paralisados várias vezes durante a sua implementação. “Mobilizam-se trabalhadores, equipamentos, recursos. Depois desmobilizam-se. Aí mobilizam-se novamente, e assim por diante. Quem paga essa conta?”, questiona.

No artigo, o empresário critica ainda os órgãos responsáveis pela fiscalização, auditoria e licenciamento ambiental, entre outros, que, “não raro por motivação política ou ideológica”, paralisam e adiam projetos. “O enfrentamento da corrupção é necessário. Como também é necessário que a sociedade, os meios de comunicação e as lideranças ajam para que o Brasil deixe de tolerar a incompetência, a irresponsabilidade e o despreparo na gestão pública”, ressalta.

 

 

 

Fonte: Valor Econômico

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