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Projeto que aborda tratamento de chorume em aterro sanitário vai à sanção

Aprovado na sessão plenária desta quarta-feira (9), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o Projeto de Lei nº 710/2020 que trata sobre o tratamento do lixiviado, ou “chorume” como é conhecido, em aterro sanitário.

A matéria é de autoria do deputado estadual Faissal Calil (PV) e teve o parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). Agora o PL segue para a sanção do governador Mauro Mendes.

A proposta dispõe sobre o chorume ou lixiviado que é um líquido escuro gerado pela degradação dos resíduos em aterros sanitários.

“Esse é um projeto que visa melhorar a nossa qualidade de vida.  A gente sabe que a falta de saneamento básico acaba matando em cerca de 15 mil pessoas por ano.  São 350 mil internações hospitalares a cada 1 real investido em saneamento. Nós economizamos R$ 4,00 em saúde. A proposta obriga todos os aterros sanitários a tratarem o chorume que acaba adentrando e contaminando o lençol freático. Em todas cidades de Mato Grosso quando visito faço questão de visitar os lixões.  Infelizmente, não temos uma política e costume de tratar o nosso lixo corretamente”, discursou na tribuna Faissal.


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Proteção do Meio Ambiente

Segundo o parlamentar, que tem inúmeras ações voltadas para proteção do meio ambiente na Casa de Leis, há três diferentes fontes para produção de chorume: a umidade natural do lixo, que aumenta no período chuvoso; a água de constituição da matéria orgânica que escorre durante o processo de decomposição; as bactérias existentes no lixo que expelem enzimas que dissolvem a matéria orgânica e produzem líquido.

“Agradeço os nobres parlamentares desta Casa de Leis pela aprovação do projeto.  O tratamento de chorume é uma medida de proteção ambiental de manutenção da estabilidade do aterro e uma forma de garantir uma melhor qualidade de vida à população local”, concluiu.

Fonte: O Documento.


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