Seca provocou perda de receita de R$ 100 milhões para Compesa em 2016

Em virtude da seca que atinge o estado, a Companhia de Abastecimento de Pernambuco (Compesa) registrou, em 2016, uma perda de receita de R$ 100 milhões. Clientes da empresa que vivem em municípios em colapso ou pré-colapso deixaram de ser atendidos pelo sistema convencional de fornecimento de água e, por isso, pararam de pagar as contas. As informações foram repassadas, nesta terça-feira (7), pelo presidente da companhia, Roberto Tavares.

Além dessas perdas, a estiagem obrigou a Compesa a gastar R$ 10 milhões com o fornecimento de água por meio de carros-pipa para áreas do Agreste e Sertão do estado. “E esse dinheiro foi usado em ações paliativas. Uma verba que deixou de ser aplicada em projetos estruturadores”, afirmou.

O governo decretou situação de emergência em 70 cidades do Agreste por 180 dias no final de janeiro. Conforme consta no decreto, “os órgãos estaduais localizados nas áreas atingidas […] adotarão as medidas necessárias para o combate da situação em conjunto com os órgãos municipais”. Em agosto de 2016, o governo havia declaro situação de emergência em 69 municípios.

De acordo com Tavares, o Agreste é hoje a região com pior situação hídrica. “O Sertão sofre o mesmo problema, mas lá foram feitas obras estruturadoras. No Agreste, não tem água de subsolo em situação de consumo ideal. A obra da Transposição [do Rio São Francisco], que era para ter sido entregue há cinco anos, ainda não saiu do papel”, declarou.

Para Tavares, dois fatores devem ser levados em conta para se analisar a situação em Pernambuco: a crise econômica e o sexto ano consecutivo de estiagem. “Para piorar o problema hídrico, estamos perdendo com furtos de água. E na Região Metropolitama alguns rios estão baixando de nível”, afirmou.

Carnaval

Com as proximidades da festa, a Compesa está realizando estudos técnicos para áreas com maior concentração de pessoas. “Olinda terá esquema especial. Mais água será direcionada ao Alto da Sé e aos focos de folia. Em Bezerros, no Agreste, haverá reforço de carros-pipa”, comentou.

O presidente da Compesa informou também que os três principais reservatórios que abastecem a Região Metropolitana do Recife estão em situação favorável. Pirapama tem, hoje, 63% da capacidade, enquanto Tapacurá opera com 41,8% e Botafogo, com 30,3%. “Estamos em situação bem melhor do que em relação há alguns anos. Os problemas de falta de água devem ser analisados de acordo com cada caso relatado pelo cliente”, comentou.

Fonte: G1

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