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Sistema Alto Tietê supera média prevista para o mês, mas situação ainda é preocupante

Pelo segundo mês consecutivo, o Sistema Alto Tietê superou a média histórica de chuvas. De acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), as represas fecharam o mês de março com um volume de chuva acumulado em 186,5 milímetros, valor 8,1% maior do que a média esperada para o mês, que era de 172,4 milímetros. Apesar do volume de chuva, a situação continua crítica, já que o sistema opera em 22,8%. No mesmo período do ano passado, o volume armazenado estava em 37,3%.

Em fevereiro, o sistema também havia terminado o mês com pluviometria acima da média esperada. O cenário, porém, é bem diferente do que foi registrado no final de janeiro, quando o Sistema Alto Tietê fechou o mês com chuva 58,72% abaixo da média.

Além da chuva que se intensificou neste mês, o Sistema Alto Tietê começou a receber, em fevereiro, 1000 litros por segundo do Rio Guaratuba, na Serra do Mar, no final de janeiro. A Sabesp iniciou no dia 14 de fevereiro obras para que o sistema também receba 1000 litros por segundo do Rio Guaió, que passa por Suzano e terá a água levada para a Represa de Taiaçupeba.

Uma lista com bairros do Alto Tietê que têm sofrido os efeitos da redução da pressão da água foi divulgada pela Sabesp.

Sistema Alto Tietê

O Sistema AltoTietê abastece 4,5 milhões de habitantes da Grande São Paulo e parte da capital. Desde dezembro de 2013, fornece água também a moradores que antes eram atendidos pelo Cantareira.
Em dezembro de 2013, a água produzida na região passou a atender parte da população que antes era abastecida pelo Sistema Cantareira, mas a medida foi anunciada pelo governador Geraldo Alckmin apenas em março de 2014.

Implantado no início da década de 1970, o sistema é formado por cinco reservatórios: Ponte Nova (Rio Tietê), no limite dos municípios de Salesópolis e Biritiba Mirim; Paraitinga (Rio Paraitinga), em Salesópolis; Biritiba (Rio Biritiba), no limite dos municípios de Biritiba Mirim e Mogi das Cruzes; Jundiaí (Rio Jundiaí), em Mogi das Cruzes; e barragem de Taiaçupeba (Rio Taiaçupeba), no limite de Mogi e Suzano. A água do sistema é tratada na Estação de Taiaçupeba, em Suzano.

 
Fonte: G1

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