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Unicamp projeta canalizar até água de ar-condicionado contra crise hídrica

Para enfrentar a crise hídrica, a Unicamp criou um plano de contingência que promete reduzir o consumo e gerar fontes alternativas de captação de água. Entre as ações previstas estão a abertura de novos poços artesianos, a troca e reparo de torneiras e válvulas sanitárias e até a reutilização da água desperdiçada no sistema de ar-condicionado.

A universidade é a segunda maior consumidora de água em Campinas, atrás somente da Prefeitura, e gasta média de 71.967 metros cúbicos por mês. Como 80% do recurso utilizado na Unicamp é adquirido da Sanasa, empresa responsável pelo abastecimento no município, a principal proposta é abrir poços artesianos na área da Fazenda Argentina, adquirida pela Unicamp em maio de 2014, e aumentar as fontes alternativas, segundo a assessoria da coordenadoria geral.

O setor administrativo da universidade realizou, ainda, a troca das torneiras e válvulas sanitárias por equipamentos que gastam menos e instalará hidrômetros individuais em cada instituto para mapear o consumo. O plano de contingência foi divulgado para a comunidade da Unicamp no final de fevereiro.

Reuso e tratamento
A meta da coordenadoria geral é atuar em três vetores durante o ano: conscientização, racionalização e prevenção.

Para efetuar a conscientização, os institutos receberão palestras e workshops com orientações para uso racional da água.

Já na racionalização, além das ações de reparo e troca de instalações, há o projeto de reutilizar água  a partir da ativação da Estação de Tratamento de Água (ETA) da Unicamp. Com isso, a coordendadoria prevê canalizar, inclusive, água de ar-condicionado.

A univesidade promete, também, a criação de um Comitê de Crise para colocar em prática “ações emergenciais” como prevenção do desabastecimento.

 

Fonte: G1

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