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Viçosa começa a usar volume morto de reservatório de água na UFV

A cidade de Viçosa, na Zona da Mata, passará a usar o volume morto de uma represa da Universidade Federal da cidade (UFV) para o abastecimento de água. As bombas instaladas para a captação de água devem começar a funcionar nesta quarta-feira. A companhia responsável pelo abastecimento do município já prevê o racionamento nos próximos dias.

O reservatório em questão acumula água do Ribeirão São Bartolomeu. O ponto de captação é usado pela universidade e pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), que distribui água para o município. Conforme o chefe da Divisão de Água e Esgoto da UFV, Rafael Bastos, o volume morto atualmente tem 52 milhões de litros que, considerando o uso da instituição e do Saae, pode durar de 30 a 45 dias. Para a retirada da água, foram instaladas três bombas, improvisadas sobre um sistema flutuante.

Na previsão do diretor-técnico do Saae de Viçosa, Edson Bhering, o volume morto deve durar bem menos do que prevê a universidade: até 25 dias. Isso porque, segundo ele, o volume é de 32 milhões de litros. Diante da situação, que considera “crítica”, ele informou que pretende se reunir com a reitoria da UFV para que, ao invés de usar o volume restante da água, a instituição entre em recesso. Independentemente da medida adotada, ele afirma que o racionamento de água é inevitável. Com a escala de bairros já preparada, o anúncio deve ser feito nos próximos dias.

Por sua vez, Rafael Bastos diz que a água do reservatório ainda é suficiente para o atual padrão de consumo da cidade. Segundo ele, bombeiros e a vigilância da universidade têm fiscalizado o campus para coibir o uso abusivo de água. Além disso, há uma campanha para conscientizar os frequentadores sobre o consumo consciente dos recursos hídricos. Comentando a sugestão do diretor-técnico do Saae, ele esclarece que a a eventual suspensão das aulas deve ser decidida pela direção superior da UFV. “A utilização do volume morto foi decidida com a autarquia (Saae). Nenhuma medida está descartada, inclusive, eventualmente, a suspensão das aulas. Devemos trabalhar tendo como objetivo garantir o abastecimento”.

Em agosto, o nível do manancial do Rio São Bartolomeu, responsável por 55% do fornecimento de água do município, estava muito baixo. Na época, a água não conseguia escorrer pelo vertedouro da represa

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