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Reciclagem Processo de Descarbonização

Com investimento de R$ 25 milhões, Cocal inicia planta de CO2 no interior de SP

Imagem Ilustrativa

A Cocal segue seus planos voltados para uma matriz energética renovável e lançou recentemente seu novo produto verde: o CO2 food grade (com padrão de pureza de 99,9%) voltado especialmente para a indústria de bebidas.

Capacidade de produção da unidade é de 16 mil toneladas

Proveniente da fermentação do etanol e do processo de purificação do biogás, o CO2 passa por retirada de impurezas, odor e umidade e, por fim, é transformado em líquido para comercialização.

De acordo com o diretor comercial e de novos produtos da Cocal, André Gustavo Alves, o diferencial da nova planta está no tempo de oferta do produto.

“Essa recuperação do gás carbônico (CO2) a partir do processo de fermentação do etanol já era um assunto conhecido entre as indústrias sucroenergéticas, mas o grande desafio ainda estava na duração da oferta, limitada pelo período da safra brasileira que começa entre março/abril e vai até o final de novembro.

O grande diferencial da nossa planta é a possibilidade de oferecer esse CO2 durante todo o ano. Isso será possível porque também vamos obtê-lo durante o nosso processo de purificação do biogás, que dá origem ao biometano. A ideia é aproveitar ao máximo todo o potencial da cana-de-açúcar”, afirma o diretor.

A planta começou sua operação em junho e o primeiro contrato fechado para venda do CO2 food grade foi com uma cervejaria local do oeste paulista. A Cocal segue em contato com diversos clientes da região que buscam alternativas sustentáveis e preços competitivos para os negócios. Além da produção, a empresa oferece todos os equipamentos necessários para a distribuição e armazenamento do produto no cliente, tornando-se uma grande aposta para 2022.


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Safra 22/23

Para a safra 2022/23 da Usina Cocal, que teve início no dia 05/04, a previsão de faturamento gira em torno de R$ 2,5 bilhões com produção estimada de: 720 mil toneladas de açúcar, 400 milhões de litros de etanol, 9 mil m³ de biometano, 505 MWh de energia elétrica, 16 mil toneladas de CO2 food grade e 6.5 mil toneladas de levedura seca. A moagem prevista é de 8,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

Fonte: Jornal Cana.

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