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Cosanpa apresenta investimentos em água e esgoto à relatora da ONU

A relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre água e saneamento, Catarina Albuquerque, conheceu nesta terça-feira (17), na sede da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), a situação geral da água e esgoto no Pará. Ela foi recebida pelo presidente da Cosanpa, Antônio Braga, e por uma equipe de diretores e engenheiros. Durante o encontro, foi discutida a atual situação da cobertura do serviço e também as ações que o governo do Estado vem executando para melhorar o atendimento.

Na apresentação que fez à relatora, Antonio Braga falou da grande obra que se iniciou em novembro deste ano: a construção da Estação de Tratamento de Esgoto do Una. Ele destacou também a Estação de Tratamento do Benguí, que já está com 35% das obras concluídas, com recursos obtidos junto ao governo federal. O presidente da Cosanpa também falou sobre o início das obras de esgoto da área no entorno do Lago Bolonha, que vão proporcionar melhores condições ambientais para a população.

As obras no entorno do Bolonha também vão criar uma barreira de proteção para o próprio lago, que abastece a Estação de Tratamento de Água localizada no Parque Ambiental do Utinga, de onde a Cosanpa distribui água para a cidade de Belém e, futuramente, para Ananindeua e Marituba, na região metropolitana.

Abastecimento – Com relação aos empreendimentos de água em Belém, foram apresentadas duas grandes obras que estão em fase de pré-início. A principal é a modernização da primeira fase da Estação de Tratamento de Água do Bolonha, construída na década de 1980, um investimento de R$ 148 milhões que vai possibilitar a recuperação da capacidade de vazão plena da estação para 4,6 metros cúbicos por segundo.

A segunda obra é referente a duas grandes adutoras, cujos projetos já estão em fase final de elaboração para serem licitados. Uma delas, já com recurso garantido, é a adutora da Rodovia Augusto Montenegro, atendendo uma grande área de expansão habitacional de Belém. A outra – com projeto pronto e solicitação feita para obtenção de recursos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – é a extensão da Avenida João Paulo II, interligando com o centro de distribuição de Ananindeua e Marituba.

O presidente da Cosanpa destacou ainda para a representante da ONU outro importante projeto: o Programa de Redução de Perdas, que pretende trocar mais de 80 quilômetros de rede na área central de Belém, entre outras ações. Outro tema abordado na reunião foi a tarifa de água cobrada na capital do Estado, que não sofre reajuste desde 2008.

Nas ações do interior, o presidente da Cosanpa destacou a ampliação do sistema de abastecimento de água de Marabá, cuja rede de distribuição para os bairros Novo Horizonte e Laranjeiras já está em fase de testes. Mais de 100 mil pessoas serão beneficiadas com a obra. Além disso, está sendo construída uma Estação de Tratamento de Esgoto na cidade.

Cobertura – Catarina Albuquerque disse que a ONU espera que os projetos alcancem de forma universal a população das cidades. “O importante é garantir às famílias com mais dificuldade o acesso à água e ao esgoto”, disse a relatora da ONU. Dentro desse contexto, o presidente da Cosanpa citou o exemplo da antiga invasão Che Guevara, hoje Residencial Almir Gabriel, que está recebendo obras de água e esgoto. “Evoluir na cobertura dessas áreas menos favorecidas obrigatoriamente tem que ser uma ação conjunta da operadora e das prefeituras, para que as obras andem juntas, ou seja, que as melhorias na urbanização acompanhem o saneamento”, analisou.

Ao final da reunião, Catarina Albuquerque disse que vai avaliar detalhadamente todos os investimentos e ações relacionadas à água e esgoto no Estado, já que recebeu um relatório do presidente da Cosanpa. Segundo informações divulgadas pela Rádio ONU de Lisboa, a relatora – que, além de Belém, também vai avaliar a situação do saneamento do Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza e Brasília – dará entrevista coletiva na capital federal na próxima quinta-feira (19), para apresentar aos jornalistas as conclusões preliminares das visitas. O relatório final com as conclusões e recomendações ao governo brasileiro será apresentado na próxima sessão do Conselho dos Direitos Humanos, em setembro do ano que vem.

Fonte: Agência Pará de Notícias
Veja mais: http://www.agenciapara.com.br/noticia.asp?id_ver=66728

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