Presidente da Agespisa diz que obra de saneamento básico começou errada

O presidente da Agespisa, José Augusto Nunes, criticou ontem a forma como foi iniciada a obra de ampliação do esgotamento sanitário na zona Sul de Teresina. Segundo ele, ao invés de começar os serviços pela lagoa de tratamento, iniciaram pela rede coletora, que distribui o esgoto para o tratamento.

“Não se quer culpar ninguém, mas ao conversar com engenheiros, no meu entender, obra de esgoto tem que começar primeiro pelo tratamento, depois pelas estações elevatórias e por fim pela rede coletora. É por uma questão lógica, mas foi feito o inverso”, comentou Augusto Nunes. A obra começou em julho de 2010, no primeiro Governo de Wilson Martins (PSB), e o presidente da Agepisa era o engenheiro Marcos Venícios.

Segundo ele, a rede coletora da zona Sul já está 90% concluída e muitas famílias da região têm feito o pedido para que a Agespisa faça a ligação de suas casas com a rede. No entanto, como ainda não há uma estação de tratamento de esgoto, a ETE, a ligação não poderá ser feita. “Não podemos aceitar as ligações porque não há um destino final para esse esgoto ainda”, explicou o presidente da Agespisa.

Para poder concluir a obra, a Agespisa precisa de R$ 50 milhões, que serão liberados pela Caixa Econômica Federal através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No total, a obra custará R$ 103 milhões, beneficiando 250 mil pessoas na zona Sul através de 300 Km de rede de esgoto. Quando tudo estiver pronto, o esgotamento sanitário de Teresina vai subir dos atuais 17% da população para 60%.

O serviço vai beneficiar dos bairros Angelim, Promorar, Saci, Parque Piauí, Tabuleta, Lourival Parente, Vermelha, Vila da Paz, Cidade Nova, Três Andares, Cabral, Ilhotas e parte do Centro da cidade (Avenida Joaquim Ribeiro).

Fonte e Agradecimentos: http://www.portalodia.com/noticias/piaui/presidente-da-agespisa-diz-que-obra-de-saneamento-basico-comecou-errada-200588.html

 

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