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WEG pode adiar investimento no Brasil, diz presidente

SÃO PAULO – Em meio à fraca atividade econômica no Brasil, a fabricante de motores elétricos e equipamentos para automação industrial WEG poderá adiar investimentos a mercados que apresentam menor dinamismo neste momento, informa o presidente da companhia, Harry Schmelzer Jr.

Por outro lado, os projetos da companhia na China e no México estão “a todo vapor”, diz Schmelzer, premiado nesta segunda feira pelo anuário “Executivo de Valor” no setor de Máquinas e Equipamentos. “Essas são as duas principais operações fabris fora do Brasil e queremos aumentar a verticalização e expandir a linha de produtos, ampliando o mercado nos dois casos”, diz. “Nos dois países, a capacidade produtiva deve ser incrementada significativamente, aumentando a competitividade da WEG e fortalecendo nosso posicionamento no mercado internacional”, acrescenta o presidente da empresa.

Já no Brasil, o executivo ressalta que os investimentos estão sendo gerenciados com atenção para evitar capacidade ociosa nas fábricas. Schmelzer diz não ter, para o restante do ano, perspectivas positivas ao setor de máquinas e equipamentos no mercado doméstico. Avalia, porém, que os investimentos feitas pela WEG em novos negócios e no mercado externo vão compensar a queda dos negócios no Brasil.

Para o executivo, a retomada dos investimentos no país passa por uma reforma tributária que simplifique o sistema e permita a redução da carga tributária. Ele também defende a revisão das leis trabalhistas, tendo como objetivo uma legislação mais flexível e que “não alimente indevidamente uma estrutura de disputas judiciais”.

Schmelzer afirma ainda que o governo precisa viabilizar investimentos em infraestrutura, assim como dar continuidade aos leilões de energia, junto com financiamentos do BNDES a projetos do setor elétrico.

Aegea

Para a empresa de saneamento Aegea, o importante seria o governo criar mecanismos para facilitar a entrada de recursos estrangeiros no país para financiamento dos projetos de infraestrutura.

Na visão de Hamilton  Amadeo, CEO da companhia – eleito Executivo de Valor do setor de Água, Saneamento e Engenharia Ambiental -, o ano de 2015 será de ajustes na economia com reflexo na retração do nível de investimentos no país. “O plano de trabalho da Aegea já previa o cenário vigente e o acesso a capital externo tem papel fundamental na retomada do investimento e também na sustentação deste no longo prazo”, afirmou o executivo.

Em 2014, a Aegea investiu R$400 milhões e, conforme Amadeo, manterá um ritmo fote de aportes em 2015, no entanto, com prioridade da preservação da liquidez. “Com restrição de crédito e o ajuste de preços em curso, a companhia não pode ficar exposta à necessidade de financiamento. Fechamos o primeiro trimestre de 2015 com R$500 milhões em caixa e essa liquidez está na companhia há um ano e meio, justamente para protegê-la de eventuais flutuações mais drásticas na economia”, explicou Amadeo.

Para o setor de saneamento no país, o executivo espera um segundo semestre com leve melhora frente ao primeiro. No entanto, na sua visão, os reflexos do ajuste de 2015 só serão “plenos” a partir de 2016, mas já neste ano haverá uma melhora das expectativas “de maneira geral”.

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