saneamento basico

Empresa vencedora de pregão do Saae é suspeita de irregularidades em licitações

De acordo com o edital, o valor para a contratação da empresa especializada em “fornecimento de solução”, com as respectivas cessões de direitos e licenças de uso, instalação e migração/conversão da base de dados, é de R$ 1,9 milhão.

Em resposta à reportagem do SMetal, o Diretor Geral do Saae, Adhemar José Spinelli júnior, confirma que a referida empresa foi a primeira colocada no pregão, “sendo considerada habilitada para prosseguir no processo, pois apresentou toda a documentação exigida e que essa foi devidamente analisada e aprovada”.

Ainda de acordo com o diretor, “A autarquia [Saae] destaca que a licitação foi promovida com a observância de todas as normas estabelecidas pela legislação que trata do assunto. Nas pesquisas realizadas pela equipe de pregão não consta qualquer impedimento de licitar e/ou contratar para a participante e/ou seus sócios. As pesquisas são realizadas nos sítios do Portal da Transparência e Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Assim, tendo apresentado a melhor proposta e comprovado sua regularidade, foi considerada habilitada na licitação”.

Porém, o advogado Imar Eduardo Rodrigues afirma que a consulta ao Tribunal de Contas “não é um meio hábil para se verificar a idoneidade de uma empresa, pois se a mesma tiver irregularidades no setor privado, mas nunca tiver participado de uma licitação, eventual irregularidade não constará no Tribunal de Contas”.

Ainda assim, em uma rápida pesquisa, a reportagem do SMetal encontrou junto ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo um acórdão negativo sobre a Procenge. A Corte julgou irregulares os termos aditivos ao contrato feitos entre a Procenge e o Departamento de Água e Esgoto de Araraquara. Os aditivos tinham como objetivo, de acordo com o Tribunal, aumentar o valor do contrato e prorrogar sua vigência (processo: 0881/0002/03). Entre 2004 e 2006 foram seis termos aditivos com essa finalidade.

Entre as acusações, consta também parecer, de 22 de novembro de 2006, do Ministério Público do Distrito Federal sobre avaliação de contrato entre o PNUD (órgão do Banco Mundial) e a Procenge, onde a mesma teria recebido dinheiro sem entregar os serviços.

Responsáveis pela Procenge foram procurados durante a tarde pela reportagem, por telefone, mas não deram retorno até às 20h40 desta sexta-feira, dia 21.

Operação Águas Claras
No ano passado, o Saae Sorocaba foi investigado por promotores e policiais do Gaeco – que inclusive, denunciou os dois ex-diretores do Saae de Sorocaba: Pedro Dal Pian Flores e Geraldo Caiuby.

De acordo com o vereador Izídio de Brito (PT) os membros da CPI do Saae devem solicitar na próxima semana documentação da ‘Operação Águas Claras’ para contribuir com a investigação.

Fonte: http://www.izidio.com.br/noticias/empresa-vencedora-de-pregao-do-saae-e-suspeita-de-irregularidades-em-licitacoes/20140222101047_S_806

Últimas Notícias:
Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

02 de junho de 2026 – A Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) lançou uma chamada pública para identificar projetos interessados no fornecimento de biometano ao estado, movimento que pode impulsionar novos investimentos e ampliar a participação de Minas Gerais em um dos segmentos mais promissores da transição energética brasileira e no aproveitamento econômico de resíduos para produção de combustível renovável.

Leia mais »

O saneamento e a hipocrisia ambiental

Enquanto redijo este texto, Minas Gerais conduz a etapa decisiva da desestatização da Copasa, operação que pode movimentar de R$ 8 a R$ 10 bilhões. O modelo segue o trilho aberto pelo Rio Grande do Sul com a Corsan e por São Paulo com a Sabesp: oferta a um investidor de referência, modernização de contratos com municípios titulares e ancoragem nas metas do Novo Marco do Saneamento.

Leia mais »