saneamento basico

Sabesp terá de pagar por água retirada no Alto Tietê

SÃO PAULO – Em meio à crise de seca, o governo Geraldo Alckmin (PSDB) e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê anunciam nesta quarta-feira, 26, o início da cobrança pelo uso da água captada em rios, represas e poços na região que abrange 36 cidades da Grande São Paulo, incluindo a capital paulista. A medida, que vale também para quem despeja esgoto nos corpos d’água, afeta principalmente as empresas de saneamento básico, como a Sabesp.

Segundo o comitê do Alto Tietê, que recebe água do Sistema Cantareira para abastecer cerca de 19,3 milhões de pessoas na Região Metropolitana, cerca de 2,5 mil empresas que possuem outorgas para fazer captação direta de para prestar serviços, incluindo caminhões-pipa, hotéis, condomínios, shoppings e indústrias, estão sujeitas ao pagamento. A previsão é arrecadar cerca de R$ 24 milhões já em 2014. Em 2016, estima-se que a receita chegue a R$ 40 milhões.

O Alto Tietê é a quarta a bacia do Estado adotar a cobrança pelo uso da água. A Bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), onde se concentram os reservatórios do Sistema Cantareira, por exemplo, já cobra. A medida está prevista nas políticas Nacional e Estadual de Recursos Hídricos, que definem a água “recurso natural limitado, dotado de valor econômico”. Com isso, o governo espera estimular o uso racional da água.

A Bacia do Alto Tîetê é formado pelos rios Tietê, Pinheiros, Tamanduateí, Claro, Paraitinga, Jundiaí, Biritiba-Mirim e Taiaçupeba. Além das represas que levam os nomes dos rios, a área abrange outros importantes reservatórios, como Billings, Guarapiranga e o Paiva Castro, que recebe água diretamente do Sistema Cantareira. Hoje, o principal manancial do Estado chegou a 14,3% da capacidade, o menor índice da história. Procurada, a Sabesp ainda não se manifestou.

Desde que a Sabesp começou a remanejar água do Sistema Alto Tietê para regiões que antes eram abastecidas pelo Cantareira, em dezembro, o nível de água dos reservatórios do sistema na Grande São Paulo caiu 8,6 pontos percentuais. No fim de 2013, o volume do Alto Tietê estava em 46,5%. Nesta terça-feira, entretanto, o nível de água está em 37,9%, segundo medição da própria Sabesp.

Fonte e Agradecimentos: http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,sabesp-tera-de-pagar-por-agua-retirada-no-alto-tiete,1144893,0.htm

Últimas Notícias:
Reciclagem exige mudança de hábitos e combate ao consumismo (1)

Reforma tributária no saneamento: O que sua operação precisa ajustar agora para não gerar prejuízos futuros | EOS Systems

A reforma tributária brasileira não se limita a uma alteração de alíquotas, mas representa uma transformação estrutural na arquitetura de dados das operações de saneamento. Com a transição para o modelo de IVA Dual — composto pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) —, inconsistências nesse processo podem gerar impactos financeiros relevantes. Para mitigar esses riscos, torna-se necessário um ajuste imediato em três frentes estratégicas.

Leia mais »
Entenda Com Diego Borges, O Porquê Do Saneamento Básico Ser Um Motor Do Desenvolvimento Econômico

Entenda Com Diego Borges, O Porquê Do Saneamento Básico Ser Um Motor Do Desenvolvimento Econômico

O saneamento básico está diretamente ligado à qualidade de vida e à eficiência econômica de uma região. Segundo Diego Borges, profissional da área, quando esse conjunto de serviços é estruturado de forma consistente, cria-se uma base sólida para o crescimento sustentável. Entretanto, em contrapartida, a ausência de infraestrutura sanitária gera perdas invisíveis que comprometem produtividade, saúde e competitividade. Com isso em mente, acompanhe a leitura e entenda como essa dinâmica influencia decisões estratégicas e resultados de longo prazo.

Leia mais »