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Cheiro de esgoto faz professores usarem máscara em escola de SC

Cerca de 400 alunos de uma escola estadual de São José, na Grande Florianópolis, são obrigados a estudar sentindo o cheiro de um esgoto a céu aberto. Os professores e funcionários amenizam o odor com uma máscara. Os estudantes, no entanto, completamente expostos, têm relatado mal-estar e até doenças em função do problema.

Como mostrou o Jornal do Almoço desta terça-feira (1), há quatro anos a Escola Estadual Aldo Câmara da Silva, no bairro Nossa Senhora do Rosário, não recebe nenhum tipo de manutenção. A fossa para onde vão os dejetos estourou há um ano e, desde então, o mau cheiro toma conta do local.

Refeitório ao lado da fossa
“Eles reclamam do cheiro, passam mal, ficam doentes, algum faltam à aula. Infelizmente, a gente não pode ceder máscara para todos”, disse Dieia Lopes, funcionária da escola e mãe de aluno.

Ao lado da fossa, fica a cozinha da instituição e o refeitório dos alunos. Segundo os professores, a situação insalubre tem prejudicado não só o trabalho dos educadores, mas também o aprendizado dos alunos.

“Se não fosse triste, eu poderia dizer que é degradante. Não estamos preparados para estar em uma escola que é totalmente descartada pelo poder público”, disse a professora Rosana Marangoni. “Nós não estamos reclamando além daquilo que é de extrema necessidade”, declarou Natali de Oliveira, mãe de aluno.

Os vizinhos da escola também reclamam do mau cheiro, dos ratos e mosquitos atraídos pelo esgoto.”Não tem nem como você mandar uma criança para a escola. Não dá para parar dentro de casa, por causa do cheiro”, declarou o vizinho Benedito Cau.

Apesar da gravidade do problema, essa não é a única preocupação de quem frequenta o local. As colunas do prédio estão deterioradas, a fiação elétrica está exposta e ainda chama atenção o mato que toma conta do pátio.

Contraponto
Segundo a RBS TV, um técnico da Vigilância Sanitária de São José esteve na segunda-feira (31) na escola para uma vistoria e, conforme a secretaria de Saúde, o órgão está em contato com o estado. Na tarde desta terça, estava prevista uma reunião com representantes da Vigilância Sanitária para definir os procedimentos a serem feitos no local.

A Secretaria de Estado da Educação informou por nota que um novo projeto do sistema de esgoto da escola foi feito a partir das normas de segurança da Vigilância Sanitária, um investimento de R$ 78 mil que está em processo de licitação. Enquanto a obra não começa, a secretaria informou enviará uma empresa contratada para fazer a limpeza da fossa e dar um destino adequado aos resíduos.

Fonte: G1

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