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Evento na capital paulista discute soluções e tecnologias para o tratamento do chorume

LTM Brasil, líder na tecnologia do tratamento do chorume por osmose reversa, será destaque no terceiro dia do “seminário água subterrânea”

Acontece nos dias 01, 02 e 03 de abril, na FIESP – Federação das Indústrias de São Paulo, o “Seminário Água Subterrânea: mitos e verdades sobre seu uso” (01 e 02 de abril), com painel especial sobre o “Tratamento de Água de Reuso no Brasil, com olhar especial ao tratamento do Chorume” (03 de abril). Os eventos estão sendo organizados pela primeira vez de forma conjunta e cooperada pela SUPPLYgoGREEN e o Instituto Água Sustentável.

A LTM Brasil, multinacional que atua no tratamento do chorume é a patrocinadora diamante e palestrante do evento, e será representada por Marcelo Viegas, Coordenador Técnico e Comercial no Brasil. O Semiário conta com a presença de outras empresas e vários apoios institucionais como a ABES São Paulo, ABAS, Consórcio PCJ, AESABESP, ASEC CETESB, ABLP, IAH Brasil, Hidroplan e da própria FIESP. São esperados profissionais, que atuam com meio ambiente, de prefeituras e aterros, bem como outras empresas e profissionais envolvidos no setor de tratamento de água e saneamento.

O chorume é o resíduo líquido que resulta da decomposição química e biológica dos resíduos do lixo. Contém altas concentrações de substâncias tóxicas, o que gera uma carga poluente muito grande e a necessidade de tratamento especializado. Em entrevista concedida à plataforma Ambiental Mercantil Notícias, Marcelo fala sobre a participação no Fórum e o tratamento do chorume no Brasil e no exterior. Muito honrado, ele nutre grandes expectativas, no sentido de trazer uma das melhores tecnologias para o tratamento do chorume.

“Este líquido tão preocupante para todos”,
afirma Marcelo.

A LTM Brasil trata o chorume através da tecnologia da osmose reversa, processo físico onde as substâncias contidas em um líquido são separadas através da utilização de membranas. Ainda existe no Brasil um certo contraste em relação ao tratamento do chorume. Em agosto do ano passado, o programa Bom Dia Alagoas mostrou o Aterro Sanitário de Maceió (AL) transformando o chorume em água limpa. Já no dia 09 de janeiro último, o site G1 publicou matéria falando sobre a retirada de chorume no Aterro Sanitário de Bauru (SP). Apesar de desativado há dois anos, o local continuava gerando o líquido. A retirada foi feita por uma empresa contratada pela prefeitura da cidade. Viegas acredita que os inúmeros aterros brasileiros tratem o chorume de forma adequada.

“Existem órgãos para fiscalizar os lançamentos e transporte ao destino final.”

Exemplo para comunidade internacional

O tratamento do chorume por osmose reversa foi apresentado por Marcelo durante a AMBIENTAL MERCANTIL EXPO BAHIA 2017. Segundo ele, de lá para cá houve uma mudança no que ele chama de aspecto chorume.

“Os aterros estão sendo cada dia mais exigidos para ter seu tratamento in loco ou levar [o chorume] para tratamento externo”.

A boa notícia é que o Brasil pode servir de modelo para a comunidade internacional. Em setembro de 2013, a Sanepar – Companhia de Saneamento do Paraná – levou até Tóquio a experiência da gestão do Aterro Sanitário de Cianorte (PR), impressionando não só o Japão, mas também outros países. De acordo com Viegas, a disposição de resíduos sólidos do Brasil está sendo construída e adaptada aos padrões internacionais.

 “Os novos aterros possuem células separadas, impermeabilização, redes de coleta de lixo, lixiviação de biogás, etc. Além disso, a educação ambiental e a coleta seletiva estão sendo trabalhadas para dar um passo adiante na redução, reutilização e reciclagem de resíduos. E a Sanepar é um belo exemplo disso”.

Marcelo Viegas trabalha na área de tratamento de efluentes desde o início dos anos 2000, e atua na LTM Brasil há aproximadamente seis anos. A sede da empresa é em Salvador (BA). De acordo com o site da multinacional, a empresa é pioneira na tecnologia de osmose reversa no país.

Fonte: Notícias Ambiental

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