saneamento basico

Isabel Swan – Nova Embaixadora do Trata Brasil na luta em prol do saneamento básico

O Instituto Trata Brasil é composto por grupo de embaixadores que além de representar a instituição, apoia suas ações pela universalização do saneamento.

São cerca de 26 embaixadores, entre eles estão pesquisadores, especialistas, autoridades do setor e atletas olímpicos, assim como a mais nova embaixadora do ITB, Isabel Swan.

Swan é velejadora profissional e medalhista olímpica em Pequim 2008. Formada em Comunicação Social pela UFF e Pós-graduada em Gestão de Projetos pelo Ibmec-RJ, hoje trabalha para EY (Ernest Young) na área de Consultoria e melhoria de performance.

Isabel é palestrante motivacional, compõe o conselho diretor do Instituto Rumo Náutico e a Comissão de Atletas do Comitê Olímpico Brasileiro. Foi atleta embaixadora e responsável pelo discurso da candidatura do Brasil para os Jogos Olímpicos Rio 2016. Trabalhou e defendeu o programa Baía Viva antes de competir nas águas da Baía de Guanabara representando o Brasil nas Olimpíadas do Rio 2016. Finalista nas Olimpíadas do Rio 2016 na classe Nacra 17, seus títulos esportivos mais recentes são: Campeã Sul Americana em 2015 e campeã da Copa Brasil em 2016 e 2017.

Para falar sobre a importância do saneamento, o ITB entrevistou Isabel, confira entrevista.

ENTREVISTA

– Como foi sua relação com o saneamento na infância?

Muitas vezes saí para velejar com o intuito de “Limpar o Mar” e voltava cheia de lixo no barco Optimist. Velejava buscando os plásticos/garrafas e catava o lixo flutuante que ficava na água. Chegava com o barco cheio de lixo.

– Como velejadora, como você enxerga a situação do saneamento na Baía de Guanabara?

A situação reflete a falta de engajamento e comprometimento e integração de várias esferas de poder público em prol de projetos pensados em etapas que efetivamente ajudem a parar de sujar. Criação de um Pacto, onde todos (Sociedade, Empresas e poder púplico) abracem a causa. Pensar que muitas cidades estão tão avançadas, implementando melhorias tecnológicas  “Smart Cities” e por outro lado, a região metropolitana do estado do Rio ainda carece de saneamento básico e água tratada, condições mínimas para viver. Essa diferença de acesso e condições compromete a saúde, civilidade, e qualquer condição de melhoria social.

Minha relação com a Baía é intensa, defendi a Olímpiada no Rio, competi nos Jogos e peguei lixo no barco, o que comprometeu meu rendimento nos Jogos Olímpicos. Mas esse detalhe do lixo na Bolina do meu barco é infinitamente menor do que muitas famílias passam diariamente por falta de saneamento. Acreditei que ações em prol do saneamento nos 17 municípios em volta da Baía. Criação de Unidades de tratamento de Rios UTRs e Ecoboats não resolvem o problema do esgoto e lixo na Baía, são medidas paliativas, que tratam do problema e são uma solução definitiva.

– Qual sua opinião sobre o cenário do saneamento no Brasil?

Existe uma disparidade incrível, o país cresceu e a malha coletora e tratamento de esgoto não. São mais de 30 milhões de pessoas sem saneamento básico. O impacto social é tão grande, a falta de entendimento e a degradação psicológica gerada pela falta de condições de vida. Isso influencia diretamente na qualidade de aprendizado, capacidade de trabalho e comprometimento da saúde.

– Como acha que as pessoas podem contribuir para a melhora dessa situação no país?

As pessoas devem se conscientizar mais do tamanho do impacto que a falta de saneamento traz. Levantar essa bandeira e cobrar do governo medidas efetivas de infraestrutura. Pensarem mais a longo prazo e de forma menos egoísta (onde se para mim está bom, está tudo certo). Entenderem que essa disparidade interna compromete diretamente o crescimento social, consequentemente econômico do nosso país e indiretamente acaba refletindo na vida de cada um. Melhorar a postura, através de pequenas ações, não jogando lixo na rua, separando o lixo reciclado. No seu entorno buscar contribuir para resolver os problemas de saneamento, votar com mais consciência e ser um cidadão mais ativo em prol do nosso desenvolvimento sustentável.

 

Fonte: Blog Instituto Trata Brasil.
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