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Jiboia rara é furtada de laboratório após invasão no Musa, em Manaus/AM

Duas jiboias do Museu da Amazônia (Musa) – uma rara conhecida como “arco-íris” e uma jiboia comum – foram furtadas na tarde desta quinta-feira (29), em Manaus. O caso foi descoberto durante uma visita guiada ao laboratório, que foi invadido por criminosos ainda não identificados.

Dois homens teriam cometido o delito. De acordo com o diretor operacional do museu, Roberto Moraes, o furto ocorreu por volta de 14h30. A dupla teria aproveitado o intervalo entre as visitas para quebrar as janelas e invadir o laboratório.

Segundo Moraes, as cobras ficam em uma sala trancada e são expostas aos visitantes, que só entram acompanhados de monitores. “Hoje nós tivemos um número razoável de visitantes, mais de 200 pessoas. Essas visitas ocorrem de hora em hora e no intervalo dessas visitas, dois elementos quebraram a janela, entraram e furtaram as nossas duas jibóias”, contou.

O furto foi percebido na visita seguinte, quando o monitor observou que os animais haviam sido levados e que os blocos de madeira que fecham uma das janela haviam sido retirados. De acordo com o diretor do Museu, outros furtos já foram registros, entretanto, apenas de bens materiais.

O Batalhão Ambiental da Polícia Militar foi ao local. O Musa vai fazer um Boletim de Ocorrência para denunciar o caso. O diretor acredita que os suspeitos já visitaram o local outras vezes. “Como as jiboias não são peçonhentas, eles tiveram facilidade. Eles não mexeram nas peçonhentas”, contou.

Os animais são de propriedade da Fundação de Medicina Tropical. Eles estão sob cuidado do Musa e são utilizados diariamente para educação ambiental, especialmente com alunos de escolas públicas.

“Esse trabalho todo por um ato como esse nos deixa extremamente tristes. Não consigo imaginar alguém que faça isso. Trata-se de tráfico ambiental, um crime muito grave”, completou Moraes.

O Musa ocupa 100 hectares da Reserva Florestal Adolpho Ducke e possui, entre outros animais, 22 exemplares de cobras peçonhentas e não peçonhentas que ficam em um laboratório experimental.

Fonte: G1

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