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ONU indica diplomacia para apaziguar disputas por água

Em pronunciamento no Conselho de Segurança, durante sessão sobre diplomacia e gestão da água, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, defendeu que a cooperação deve prevalecer em disputas transnacionais por recursos hídricos.

O dirigente lembrou que, com as mudanças climáticas, até 2050, pelo menos um em cada quatro habitantes do mundo viverá num país onde a falta de água doce será crônica ou recorrente.

“Água, paz e segurança estão inextricavelmente associados”, afirmou Guterres durante sessão do Conselho.

Atualmente, 75% dos Estados-membros da ONU compartilham bacias de lagos ou de rios com vizinhos. Existem mais de 270 bacias de rios “compartilhadas” internacionalmente, servindo de fonte primária de água doce para cerca de 40% da população mundial.

“É por isso que é essencial que as nações cooperem para garantir que a água seja compartilhada igualitariamente e sustentavelmente”, acrescentou o secretário-geral.

“A água é e deve permanecer uma razão para a cooperação e não para o conflito entre nações”, ressaltou.

Em março de 2017, foi aberta para os Estados-membros a Convenção sobre Proteção e Uso de Cursos de Água Transfronteiriça e Lagos Internacionais.

O documento da ONU é uma oportunidade para que países criem um marco global para o enfrentamento de conflitos envolvendo recursos hídricos.

Compartilhando Água

A água compartilhada e o seu potencial para geração de crises internacionais fizeram com que a  organização do 8º Fórum Mundial da Água escolhesse o assunto como tema principal do evento.

“Compartilhando Água” será a “espinha dorsal” dos debates e dos acordos durante o 8º Fórum Mundial da Água que pela primeira vez acontecerá no hemisfério sul. Cerca de 40 mil pessoas de todos os continentes estão sendo esperadas em Brasília, de 18 a 23 de março de 2018.

Fonte: Rebob.

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