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Para enfrentar estresse hídrico é preciso reutilizar água ao máximo

Os agentes públicos precisam intensificar o reuso de recursos hídricos como forma de enfrentar o estresse hídrico. “A escassez de água nos fez pensar em como melhor aproveitar os recursos naturais e também como preservá-los para as futuras gerações”, aponta Luiz Roberto Gravina Pladevall, presidente da Apecs (Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente).

Pladevall aponta a necessidade de definir legislação sobre o assunto, com a criação de parâmetros, estabelecendo normas e padrões para o reuso de água. “Precisamos incentivar estudos sobre os efeitos do reuso em diferentes culturas agrícolas, por exemplo, além das condições de solo e impactos em aquíferos subterrâneos”, analisa. Segundo ele, também é preciso investir em pesquisa e incentivo a novas tecnologias do setor prevendo o reuso urbano de forma direta e indireta e seu uso no espaço urbano.

Ainda é a própria natureza responsável pelo ciclo completo de tratamento de recursos hídricos. Segundo Pladevall, ela é capaz de reciclar a água em níveis seguros ao meio ambiente. “Hoje, as empresas do setor de saneamento também desenvolveram técnicas capazes de recriar sistemas de tratamento de efluentes eficazes com alto índice de segurança”, diz.

“O reuso industrial já é comum, já que a água é um insumo importante para a companhia e deve ter o menor descarte possível”, aponta o dirigente. Pladevall lembra que o país já conta com bons exemplos de reuso hídrico, como o do projeto Aquapolo, considerado o maior empreendimento para a produção de água de reuso industrial na América do Sul, e quinto maior do planeta. Ele tem capacidade para produzir 1.000 litros/segundo de água de reuso.

Outro exemplo vem de Campinas, interior de São Paulo. A autarquia responsável pelo abastecimento de água no município colocou em operação, em abril de 2012, um projeto de reuso indireto, que garante 99% da pureza da água. Hoje, ela é aplicada para irrigar jardim, pisos e no combate a incêndio. No futuro, deverá ser devolvida ao Rio Capivari para passar por novo tratamento e voltar para consumo humano. “Só precisamos de uma legislação para regulamentar todas essas aplicações de reuso, aumentando a segurança do consumidor”, aponta Pladevall.

Histórico

A Apecs foi fundada em 1989 e congrega atualmente cerca de 40 das mais representativas empresas de serviços e consultoria em Saneamento Básico e Meio Ambiente com atuação dentro e fora do país.

Essas empresas reúnem parte significativa do patrimônio tecnológico nacional do setor de Saneamento Básico e Meio Ambiente, fundamental para o desenvolvimento social e econômico brasileiro, estando presente nos mais importantes empreendimentos do setor.

 
Fonte: Max Press Net

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