saneamento basico

O protagonismo do plástico no saneamento

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada R$ 1 destinado ao saneamento básico, outros R$ 4 são poupados na área da saúde.

Esse cálculo reforça a estreita relação que existe entre o acesso aos sistemas sanitários e qualidade de vida, o que nos leva à seguinte reflexão: seriam os investimentos no acesso à água tratada, às redes de coleta e tratamento dos esgotos, e ao manejo adequado dos resíduos, uma das formas mais sustentáveis de se garantir o direito essencial à saúde da população?

Dados publicados pelo Instituto Trata Brasil, a partir de levantamentos do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS/2018), indicam que estamos partindo de uma realidade na qual 35 milhões de pessoas não possuem água encanada em suas casas, 53% delas não contam com rede coletora de esgotos disponível e, dos despejos que são coletados, 46% não passam por nenhum tipo de tratamento antes de alcançar praias, rios, lençóis freáticos e córregos. Sem mencionar o fato de que quase 40% da água que é tratada em todos os estados é desperdiçada devido à necessidade de manutenção nas linhas de distribuição e fraudes ao sistema de abastecimento.

Com a recente aprovação do novo marco regulatório do saneamento, o Brasil entra em um caminho de avanços que extrapolam os benefícios à saúde pública – que por si só já seriam mais que suficientes. Esse novo ponto de partida representa um futuro ainda mais próspero também para áreas como Turismo, Economia e Educação, além de contribuir com a redução das desigualdades sociais que ainda persistem nas metrópoles e, principalmente, em municípios mais afastados dos grandes centros.


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Investimentos

Para se ter uma ideia, a expectativa é de que o Brasil receba mais de R$ 700 bilhões em investimentos privados destinados às obras, que permitirão que o país saia do déficit à universalização de acesso ao saneamento até 2033. Em paralelo, há a expectativa de abertura de milhares de vagas de trabalho, dos canteiros de obras à operação das estações de tratamento e redes.

A presença do plástico, amplamente utilizado em sistemas de água, esgotos e em projetos de construção civil e infraestrutura, é muito importante e justificada por sua alta performance, extensa vida útil, segurança na manutenção das propriedades da água tratada durante o transporte e resistência contra vazamentos, dada à eficiente soldagem entre tubos e conexões. Um exemplo desse protagonismo é o PVC, que chega a ter 60% de participação nas obras de adução de água tratada, podendo superar os 75% nas linhas de distribuição de água, bem como nas redes coletoras de esgoto.

Outra vantagem em se aplicar o plástico ao saneamento é a reciclabilidade do material. Passado seu período de utilização, ou em caso de troca das tubulações, essas resinas podem retornar à cadeia produtiva por meio da reciclagem, fechando o ciclo de consumo em linha com preceitos de fomento à economia circular, tornando-as as opções mais sustentáveis e seguras ao meio ambiente.

Nesse próximo passo de desenvolvimento, o Brasil demandará, de todas as partes envolvidas, dos governantes às concessionárias de saneamento, uma atuação mais voltada às pessoas, inovadora e ambientalmente responsável. Portanto, respondendo à questão inicial deste artigo, acreditamos que sim, investir na ampliação de acesso ao saneamento básico no Brasil seja uma das mais afortunadas estratégias para garantir o bem-estar de todos.

*Almir Cotias, diretor do Negócio de Vinílicos da Braskem

Fonte: Plástico em Revista.


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