saneamento basico

Ainda deixamos a desejar, admite Kassab sobre saneamento

Brasília – O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, afirmou que o Brasil “infelizmente está aquém” do ideal no quesito saneamento básico e que “por mais que tenham havido melhorias nos últimos anos, ainda deixamos a desejar”.

Ele participou, nesta quarta-feira, 10, do lançamento da Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2016, que terá o saneamento como tema central. Neste ano, a ação apela para que a população se empenhe em “atitudes responsáveis” e para que sejam desenvolvidas políticas públicas para o setor.

Kassab disse que o tema da campanha vem em momento oportuno: “O mosquito Aedes aegypti, transmissor do zika vírus, é uma preocupação que vivemos hoje no País e que tem forte ligação com a ausência de saneamento.” O ministro e representantes da CNBB e do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) terão reunião ainda nesta quarta com a presidente Dilma Rousseff para apresentar a campanha e pedir engajamento do governo federal na causa.

“Os investimentos na área de saneamento são, por natureza, mais difíceis”, admitiu o ministro. O presidente do Conic, Dom Flávio Irala, disse que levará à presidente preocupações em relação a locais, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, em que há um “déficit muito grande” neste setor. “Vamos pedir justiça regional. Ninguém deve ser privado do acesso ao saneamento em função de sua condição socioeconômica”, disse.

Durante a cerimônia de lançamento da campanha, houve a leitura de uma carta assinada pelo papa Francisco em que ele convida as pessoas “a se mobilizar, a partir dos locais em que vivem”. O pontífice destaca que o acesso à água potável e ao esgoto sanitário é condição necessária para a superação da injustiça social e para a erradicação da pobreza e da fome, além de contribuir para a sustentabilidade ambiental e para a superação dos altos índices de mortalidade infantil e doenças evitáveis. “A grave dívida social com os pobres é parcialmente saldada quando se desenvolvem programas para prover de água limpa e saneamento”, escreve o papa.

Últimas Notícias:
Integração de sistemas no saneamento o risco operacional que começa na desorganização dos dados EOS Systems

Integração de sistemas no saneamento: o risco operacional que começa na desorganização dos dados | EOS Systems

No setor de saneamento, a falta de integração entre sistemas não é apenas um problema de TI; é um risco operacional sistêmico. Quando o sistema comercial (faturamento) não se comunica com o operacional (telemetria/GIS) e ambos ignoram o fiscal (ERP), a operação da concessionária entra em um ciclo de desorganização de dados, onde a informação se torna incompleta e a tomada de decisão perde efetividade.

Leia mais »
Novo marco legal do saneamento fracasso ou limites estruturais

Novo marco legal do saneamento: fracasso ou limites estruturais?

Nos últimos meses, uma sequência de notícias sobre concessões esvaziadas, revisões de modelagens e redução do interesse privado em projetos de saneamento reacendeu um debate incômodo. O novo marco legal do setor (Lei 14.026/2020) estaria falhando em sua principal promessa: a universalização dos serviços até 2033?

Leia mais »