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Audiência pública sobre saneamento básico atrai só dois vereadores em Manaus

Além de poucos representantes da sociedade civil, apenas dois vereadores e um deputado estadual participaram da discussão

Além de poucos representantes da sociedade civil, apenas dois vereadores e um deputado estadual participaram de uma audiência pública, na tarde desta segunda-feira (22) na Câmara Municipal de Manaus (CMM), para discutir os indicadores de saneamento básico de Manaus.

A audiência foi promovida depois de uma semana que os dados de saneamento básico do Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (SNIS) foram divulgados, apontando que Manaus continua ocupando as últimas posições no ranking.

Autor da audiência pública, o vereador Professor Bibiano (PT), questionou representantes da concessionária de água Manaus Ambiental e da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos do Estado do Amazonas (Arsam), sobre os serviços prestados em relação à distribuição de água e tratamento de esgoto.

Entre os números, ele citou que Manaus tem mais de 625 mil pessoas sem acesso à rede de abastecimento de água, especificamente nas Zonas Leste e Norte de Manaus. “Tenho em mãos o anexo do plano de metas do contrato de concessão do serviço, e existem alguns indicadores, que afirmam que em 2016 deveríamos ter 98% da nossa cidade com cobertura de serviço de água”.

Os dados do SNIS, baseados nas informações emitidas pelas próprias concessionárias, mostram que a capital do Amazonas aparece em 95º posição numa relação de 99 municípios no atendimento de coleta de esgoto, com apenas 9,9% dos domicílios da cidade atendidos.

Na tabela dos 10 piores do ranking de saneamento básico 2016, Manaus, com pouco mais de 2 milhões de habitantes, ocupa a 7º posição. Pouco mais de 16% da população de Manaus não é atendida pela rede de abastecimento de água.O crescimento populacional e o pouco investimento na rede de saneamento básico, que, ainda segundo estudo, foram um dos mais baixos, junto com Macapá e Porto Velho, também foram questionados.

A diretora técnica da Arsam, Sissy Vasconcelos, respondeu que pelos cálculos do órgão, 93% da cidade é atendida pela rede, com um total de 3.639 quilômetros de ligações. “O que ocorre é que existem problemas pontuais, principalmente nas Zonas Leste e Norte, causados por ligações irregulares”.

O diretor de Regulação e Meio Ambiente da Manaus Ambiental, Arlindo Sales, informou que a concessionária atende 96% da cidade com água potável e com um dos melhores índices de qualidade do Brasil. “O índice de mortalidade infantil no município, por exemplo, diminuiu drasticamente por causa da qualidade da água”, disse Sales.

Representante do Movimento Educar para Cidadania, professor Menna Barreto, criticou a baixa adesão dos vereadores e a má gestão dos recursos hídricos. “Nossa cidade é um mar de doenças e há uma necessidade buscar melhorar essa questão. Estamos vivendo momentos preocupantes e devemos alertar sobre o auemento de doenças como o parvovírus, rotavírus, dengue, chikungunya”.

Presentes

Os vereadores Professor Bibiano (PT) e Waldemir José (PT) participaram da audiência pública. O deputado José Ricardo (PT) também compareceu.

Fonte: A Crítica
Foto: Divulgação

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