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Bili quer perdão de dívida para renovar com a Sabesp

Prefeito quer tratamento igual ao que a estatal da água deu a Santos. São Vicente tem R$ 64 milhões em dívidas

O prefeito de São Vicente, Luis Cláudio Bili (PP), não quer renovar o contrato que a cidade tem com a Sabesp enquanto a empresa não perdoar R$ 64 milhões em dívidas e oferecer aporte compatível com o que recebeu Santos, o município vizinho. O contrato com a entidade de economia mista controlada pelo governo estadual venceu em 2014, de acordo com a Prefeitura, e até agora não foi renovado.

Segundo o prefeito, R$ 324 milhões de débitos santistas foram perdoados e a cidade já começou a receber R$ 125 milhões de subsídios para investimentos. O dinheiro estaria sendo pago em cinco parcelas – a primeira já paga. Já para São Vicente, mesmo após quatro visitas para tratar do tema, de acordo com Bili, a resposta da empresa foi um não.
Ele reclama da disparidade no tratamento, comparando a arrecadação de cada município e o valor devido. “O povo santista representa para a Sabesp R$ 20 milhões por mês de arrecadação (em serviços como o tratamento de água e esgoto). São Vicente tem dívida de 64 milhões e arrecada 10 milhões ao mês. E a resposta da Sabesp para São Vicente é: zero de investimento”, reclama Bili em coletiva de imprensa.
Em 30 de setembro de 2015 A Tribuna noticiou que Santos e Sabesp tinham assinado no Palácio dos Bandeirantes um repasse de R$ 130 milhões ao município e extinção de R$ 332 milhões de dívidas. Parte dos recursos seria utilizada na manutenção das obras de macrodrenagem do Programa Santos Novos Tempos.
Em São Vicente, Bili queria usar o dinheiro inicialmente para terminar a obra dos canais Alcides de Araújo e Lourival Moreira do Amaral, que deveria ter terminado em 2012 mas necessita de R$ 8 milhões de repasse municipal.
“Esse recurso (da Sabesp) viria no momento certo para consolidar a obra, que deveria estar pronta em 2012, além de cessar pontos de alagamentos históricos como o acesso ao bairro Jardim Rio Branco, a descida da Nações Unidas, Cidade Náutica e Linha Azul”, diz o prefeito. Ele reclama que não é perguntado sobre onde a cidade precisa de investimentos. “A Sabesp não estaria doando nada. É investimento que a médio, longo prazo, receberão de volta”.
O prefeito diz que, se assinar a renovação do contrato, São Vicente pode ficar 30 anos (a vigência do contrato) sem contrapartida, por isso se sente na obrigação de não assinar. Ele descarta, porém, tratar-se de uma decisão política.
Resposta
Procurada, a Sabesp não se pronunciou sobre o valor da dívida de todas as cidades da Baixada Santista. Garantiu, contudo que “não deixaria São Vicente, ou qualquer outro município, desatendido”.
Por nota, a empresa de saneamento diz que “vem trabalhando junto às administrações municipais, assim como ocorre em São Vicente”. “Não houve perdão da dívida do município de Santos. O valor devido foi abatido das condições comerciais durante a renovação do contrato de prestação de serviço”. Por fim, sobre a falta de contribuição, cita que ações de manutenções preventivas já foram executadas ao longo dos anos.
Fonte: A Tribuna
Foto: Divulgação/A Tribuna
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