saneamento basico

Haddad investiu apenas 8% do orçamento para áreas de risco

Durante o período de seca – considerado o mais seguro para realização de obras de contenção –, a estimativa era gastar R$ 484 milhões, mas só R$ 39,4 milhões foram de fato liquidados

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), que neste domingo, 13, foi até Franco da Rocha prestar solidariedade às vítimas de enchentes, investiu nos últimos três anos 8% do orçamento previsto para intervenções em áreas de risco. Dados da execução orçamentária publicados no site da Prefeitura mostram que durante o período de seca – considerado o mais seguro para realização de obras de contenção –, a estimativa era gastar R$ 484 milhões, mas só R$ 39,4 milhões foram de fato liquidados.

A destinação de recursos para evitar enchentes também ficou aquém do previsto durante os três primeiros anos da gestão Haddad. Segundo a Secretaria Municipal de Finanças e Desenvolvimento Econômico, foi investido R$ 1 bilhão, ante R$ 2,7 bilhões orçados – o que representa 38% do total.

De acordo com a Prefeitura, recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não foram repassados pelo governo Dilma Rousseff, o que explica o baixo investimento. Apesar disso, a gestão Haddad afirma que ampliou os investimentos na área de drenagem, na comparação com 2011 e 2012, os últimos anos do governo Gilberto Kassab (PSD).

IPT. São Paulo tem 407 áreas de risco, segundo levantamento do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) de 2010. No total, 26 das 32 subprefeituras constam do mapa. Somados, esses locais compreendem 13,5 km2, o que corresponde a 0,9% do território da cidade. Das áreas identificadas, 176 estão na zona sul, 107 na zona norte, 100 na zona leste e 24 na zona oeste (veja quadro ao lado).

A regional que concentra o maior número de locais com possibilidade de escorregamentos é a Subprefeitura de M’Boi Mirim, na zona sul, com 50 endereços. Foi lá que, na madrugada de sexta-feira, houve um deslizamento de terra que atingiu quatro casas, deixando quatro pessoas feridas no Jardim Ângela. Outras 28 pessoas ficaram desabrigadas e foram cadastradas para atendimento emergencial.

A gestão Haddad diz ter removido 12 mil pessoas de áreas de risco de 2013 pra cá. Nos últimos três anos, foram distribuídos 22,9 mil folhetos e 3.180 cartazes em todas as subprefeituras atingidas. O material dá informações, segundo a Prefeitura, sobre como proceder durante e depois de situações de enchentes, prioritariamente nas áreas de riscos alto e muito alto (R4) que, em 2010, reuniam ao menos 115 mil pessoas.

No início de 2013, no entanto, Haddad chegou a anunciar que firmaria um novo acordo c0m o IPT para monitoramento diário das áreas de risco. O contrato não vingou e, agora, a Prefeitura oferece capacitação para 144 técnicos municipais de diversas áreas assumirem a função. Além da atualização do mapa das áreas de risco geológico, o governo promete fazer o primeiro levantamento das áreas na capital de risco hidrológico (para inundação).

Fonte: Estadão
Foto: Estadão

Últimas Notícias:
Estudo aponta impacto do saneamento em SP na renda e saúde

Estudo aponta impacto do saneamento em SP na renda e saúde

O acesso ao saneamento básico adequado pode impactar diretamente a renda, a saúde e a qualidade de vida da população. Segundo estudo do Instituto Trata Brasil. Moradores de regiões com acesso à água tratada e coleta de esgoto podem alcançar renda até duas vezes maior do que aqueles que vivem em áreas sem infraestrutura sanitária.

Leia mais »
Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

02 de junho de 2026 – A Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) lançou uma chamada pública para identificar projetos interessados no fornecimento de biometano ao estado, movimento que pode impulsionar novos investimentos e ampliar a participação de Minas Gerais em um dos segmentos mais promissores da transição energética brasileira e no aproveitamento econômico de resíduos para produção de combustível renovável.

Leia mais »

O saneamento e a hipocrisia ambiental

Enquanto redijo este texto, Minas Gerais conduz a etapa decisiva da desestatização da Copasa, operação que pode movimentar de R$ 8 a R$ 10 bilhões. O modelo segue o trilho aberto pelo Rio Grande do Sul com a Corsan e por São Paulo com a Sabesp: oferta a um investidor de referência, modernização de contratos com municípios titulares e ancoragem nas metas do Novo Marco do Saneamento.

Leia mais »