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Projeto prevê saneamento básico de qualidade em Teresina dentro de 20 anos

TERESINA – A prefeitura de Teresina através da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan) realizou na manhã de hoje um debate sobre o Plano Municipal de Saneamento Básico de Teresina (PMSB). O encontro aconteceu no auditório do Tribunal de Contas e contou com a presença de alguns líderes comunitários.

O Plano Municipal de Saneamento Básico de Teresina é um projeto que deve ser executado ao longo de pelo menos 20 anos. O projeto contempla as áreas de abastecimento de água, esgotamento sanitário, resíduos sólidos e drenagem.

De acordo com a PMT a previsão inicial é de que pelo menos R$ 7 bilhões seja investido ao longo dos 20 anos. A prefeitura informou ainda que anualmente cerca de R$ 377 milhões serão aplicados na execução do projeto.

Dados revelados durante a audiência pública mostram que a capital ainda sofre com a falta de saneamento básico. Somente um pequeno percentual da zona urbana é contemplado, já na zona rural esse saneamento praticamente é inexistente.

A supervisora técnica, Thamy Bárbara Gioia, da Secretaria Municipal de Planejamento, informou que atualmente 58% da água que é distribuída para as residências é perdida durante o trajeto, ou seja, antes mesmo de chegar nas casas. Os principais problemas estão relacionados às péssimas condições das encanações e tubulações.

“A prefeitura conta hoje com três Estações de Tratamento. É um tratamento simples da água, mas bem eficiente se for monitorado. Está prevista a criação de mais duas ETA’s e o melhoramento das atuais”, destacou.

Ela completou ainda informando que a zona Norte de Teresina será a região prioritária para o início do projeto. “Vários fatores foram levados em consideração. Ouvimos todas as comunidades e realizamos diversos levantamentos. Vamos começar pela região Norte seguindo até a Pedra Mole, alí já na zona Leste”, completou.

O líder comunitário, Ascânio Sávio, esteve presente na audiência e durante o debate questionou sobre o valor que deve ser aplicado. Para ele, ao final de todo o projeto a população é quem irá arcar com todos os custos.

“É um projeto que vai demorar, nem sei se estarei vivo para ver o final, mas espero que meus netos sim. Mas, de onde vai sair esse dinheiro? Quem vai pagar somos nós. Isso tudo vai refletir nas contas que a gente paga, na água, na luz, no IPTU”, criticou.

O projeto, segundo Thamy Bárbara, pode ser consultado pela internet. Ele está sendo preparado desde 2013 e possui mais de 1.800 páginas.

Fonte: Capital Teresina
Foto: Manoel José/CT

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