saneamento basico

Presidentes de companhias de saneamento buscam captar recursos do MCTI

Captação de recursos junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação foi o objetivo central da reunião de presidentes das companhias de abastecimento da região Nordeste, na noite dessa quinta-feira (16), em Teresina. Foram discutidos projetos com foco no desenvolvimento de tecnologias e inovações que promovam melhorias na prestação dos serviços. O encontro ocorreu no Blue Tree Towers – Rio Poty.

“Nosso propósito foi discutir os três pilares essenciais para avanços na área, que são obtenção de recursos, desenvolvimento tecnológico e gestão responsável”, afirmou Ubiratan Pereira da Silva, secretário executivo da Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais (Aesbe).

Os presidentes e representantes das companhias de saneamento do Nordeste decidiram, dentre outras resoluções, encaminhar uma proposta ao ministro Aldo Rebelo, que participa do IV Encontro de Governadores do Nordeste, em Teresina, nesta sexta-feira (17). “Vamos elaborar um documento formal apontando as demandas e necessidades das empresas de saneamento, que será enviado ao MCTI para avaliação e posterior obtenção de apoio e recursos”, ressaltou Ubiratan.

 

A iniciativa de realizar o encontro é fruto da experiência bem sucedida da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que obteve R$ 48 milhões para investimentos em novas tecnologias por meio de um contrato com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao MCTI.

A quantia destinada à Sabesp tem como objetivo o desenvolvimento e implantação de inovações relacionadas à valorização de resíduos sólidos e efluentes oriundos das Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs) da companhia. Os produtos dessa parceria consistem do desenvolvimento de um sistema de produção de água de reuso para uso urbano e industrial, de um sistema inovador de biofiltração que tem por principal objetivo a redução dos incômodos causados pela emissão de odores no entorno de elevatórias de esgoto, desenvolvimento de um processo de secagem de lodo de esgotos que contribua para a redução da quantidade de lodo de ETE a ser depositado nos aterros sanitários; entre outros

“O interesse do Ministério em replicar o apoio à Sabesp a outras companhias de saneamento do país é uma oportunidade de investir e avançar na qualidade de vida da população. Os resultados da reunião devem refletir na aplicação de mais recursos, ampliando e melhorando os serviços no Nordeste”, destacou o presidente da Agespisa, Raimundo Trigo.

O encontro contou ainda com a participação do secretário de Políticas e Programas de Pesquisas e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Jailson Bittencourt de Andrade; do presidente nacional da Aesbe e também presidente da Compesa (PE), Roberto Tavares; do presidente da Cagepa (PB), Marcus Vinícius Fernandes Neves; do presidente da Deso (SE), Carlos Fernandes de Melo Neto; representantes das demais empresas de saneamento do Nordeste e dos assessores técnicos do MCTI, Flávio Patrício e Sérgio Malaquias.

 

Fonte: Piauí

Últimas Notícias:
Integração de sistemas no saneamento o risco operacional que começa na desorganização dos dados EOS Systems

Integração de sistemas no saneamento: o risco operacional que começa na desorganização dos dados | EOS Systems

No setor de saneamento, a falta de integração entre sistemas não é apenas um problema de TI; é um risco operacional sistêmico. Quando o sistema comercial (faturamento) não se comunica com o operacional (telemetria/GIS) e ambos ignoram o fiscal (ERP), a operação da concessionária entra em um ciclo de desorganização de dados, onde a informação se torna incompleta e a tomada de decisão perde efetividade.

Leia mais »
Novo marco legal do saneamento fracasso ou limites estruturais

Novo marco legal do saneamento: fracasso ou limites estruturais?

Nos últimos meses, uma sequência de notícias sobre concessões esvaziadas, revisões de modelagens e redução do interesse privado em projetos de saneamento reacendeu um debate incômodo. O novo marco legal do setor (Lei 14.026/2020) estaria falhando em sua principal promessa: a universalização dos serviços até 2033?

Leia mais »
O processo de privatização da Copasa é robusto

O processo de privatização da Copasa é robusto?

Ao final da desestatização da Copasa, surgiram críticas à “robustez” do modelo. Cito algumas: falta de previsão contratual suficiente de metas de universalização e qualidade; ausência de disciplina para áreas socialmente sensíveis; falta de transparência e açodamento na renegociação com os municípios e na regionalização; e erro no modelo de precificação das ações.

Leia mais »