saneamento basico

Tecnologia produz água potável para moradores de ilha no Acará

Nesta quarta-feira (29), a Ilha do Maracujá, localizada no município de Acará, nordeste paraense, recebeu uma solução alternativa de tratamento de água para o consumo humano. A tecnologia, denominada SALTA-z, foi concebida pela Superintendência Estadual da Fundação Nacional de Saúde no Pará (Funasa/ Suest-PA) e foi implantada na ilha por meio de parceria entre a prefeitura local, o Fórum do Desenvolvimento Sustentável das Ilhas e a Rede Paraense de Tecnologias Sociais (RTS-PA), da Secretaria de Estado de Ciência Tecnologia e Inovação (Secti).

A tecnologia SALTA-z consiste em um sistema de coleta da água do rio, que é conduzida por meio de canos até um reservatório elevado, onde ocorre um processo de floculação para concentrar as impurezas primárias da água e viabilizar o respectivo descarte. Um percentual de cloro é inserido na água captada que, antes de ser consumida, passa por um processo de filtração de excelência, feito por minerais com estrutura porosa, denominados zeólitos. Por fim, a água potável é canalizada para as torneiras presentes no sistema, pronta para o consumo humano.

Finalmente teremos uma água de qualidade aqui na região. Antes a gente tinha que comprar água ou usar água do rio mesmo, o que deixa muitas crianças sofrendo com verminoses constantemente. A gente espera que, com essa tecnologia, estejamos livres dessas doenças”, afirmou a professora e moradora da Ilha do Maracujá Leila Barata.

A instalação do sistema custa, em média, R$ 5 mil, e conseguirá atender cerca de 30 famílias na ilha. “O tratamento da água pelo sistema SALTA-z é eficiente na remoção de todos os microrganismos que prejudicam a saúde humana, mas a população deve ficar atenta ao condicionamento da água nos vasilhames usados para captar a água que sai do sistema, para que ela não seja contaminada após a purificação”, alerta o auxiliar técnico de pesquisa da Suest-PA, Eládio Braga.

O projeto já foi implantado, também, na Ilha do Marajó e no município de Terra Alta, no sudeste do Estado, mas foi a inauguração do sistema na Ilha do Maracujá que concretizou a parceria entre o Fórum das Ilhas, a Funasa e a RTS-PA, cujas articulações se iniciaram durante o I Fórum de Tecnologias Sociais, em outubro do ano passado.

Por meio da RTS-PA, temos a intenção de colocar a ciência e a tecnologia a serviço de demandas práticas que possam transformar a vida das pessoas. Essa tecnologia social da Funasa demonstra uma solução simples para a questão do abastecimento de água, e a nossa função é buscar parcerias para replicá-la em outras comunidades com dificuldades no acesso à água potável, pois esse é um dos eixos prioritários da RTS”, explicou o diretor de Tecnologias Sociais da Secti, Evandro Ladislau, durante a solenidade de inauguração do sistema.

A inauguração teve ainda a presença do representante do Ministério Público do Estado (MPE), Roosevelt Pantoja, que demonstrou interesse em firmar uma parceria com a RTS-PA. “Esse projeto da Funasa precisa ser uma realidade para todo o Brasil, pois isso é um direito que comunidades como a da Ilha do Maracujá têm. O MPE estará de mãos dadas com todos os órgãos que desejam, de forma organizada, garantir direitos fundamentais básicos à sociedade, o que parece ser o principal objetivo da RTS”, afirmou.

Futuramente, a tecnologia SALTA-z será apresentada por técnicos da Funasa em outros municípios paraenses, e novas capacitações, com palestras sobre o controle da qualidade da água e o uso e manutenção da tecnologia SALTA-z, serão feitas no município de Acará ainda neste semestre.

Fonte: Agência Pará
Veja mais: http://www.agenciapara.com.br/noticia.asp?id_ver=95320

Últimas Notícias:
Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

02 de junho de 2026 – A Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) lançou uma chamada pública para identificar projetos interessados no fornecimento de biometano ao estado, movimento que pode impulsionar novos investimentos e ampliar a participação de Minas Gerais em um dos segmentos mais promissores da transição energética brasileira e no aproveitamento econômico de resíduos para produção de combustível renovável.

Leia mais »

O saneamento e a hipocrisia ambiental

Enquanto redijo este texto, Minas Gerais conduz a etapa decisiva da desestatização da Copasa, operação que pode movimentar de R$ 8 a R$ 10 bilhões. O modelo segue o trilho aberto pelo Rio Grande do Sul com a Corsan e por São Paulo com a Sabesp: oferta a um investidor de referência, modernização de contratos com municípios titulares e ancoragem nas metas do Novo Marco do Saneamento.

Leia mais »