saneamento basico
Resíduos sólidos

Apenas 4% dos municípios goianos tem tratamento adequado para o lixo, afirma secretária

Cerca de 96% dos municípios goianos ainda depositam seus lixos a céu aberto. A informação foi repassada pela secretária de Meio Ambiente de Goiás, Andrea Vulcanis. Ela destaca ainda os malefícios que isso gera a população, como doenças transmitidas por rato e mosquitos que habitam nesses locais e poluição do lençol freático.

Uma proposta de regionalização dos serviços de água, esgoto e resíduos sólidos deve melhorar a forma de dispensar o lixo. Segundo a secretária, a proposta é que cada município tenha um centro de coleta seletiva para só então os resíduos serem enviados para os aterros sanitários.

“A proposta é que tenhamos uma logística eficiente com as estradas definidas por onde esses resíduos vão poder transitar. A ideia é que cada município tenha um centro de triagem. Então, nós estamos pedindo aos prefeitos que trabalhem fortemente na coleta seletiva. A população vai precisar aprender a separar o lixo úmido do lixo seco”, explica.

A titular da Semad esclarece ainda que, com as mudanças no Marco Legal do Saneamento Básico, o Estado de Goiás tem a obrigação de promover a regionalização até a data limite de 15 de julho de 2021. Além disso, os municípios somente poderão receber recursos públicos federais se fizerem parte de algum modelo de regionalização.

O Projeto de Lei Complementar em discussão institui as microrregiões de saneamento básico do Centro-Oeste e Centro-Leste no Estado e suas respectivas estruturas de governança. Com as mudanças derivadas da Lei Federal nº 14.026, de julho de 2020, que atualizou o Marco Legal do Saneamento Básico, as metas para a prestação dos serviços de saneamento, incluindo o abastecimento de água, a coleta e tratamento de esgotos e a gestão dos resíduos sólidos, devem ser atingidas de forma diferenciada até 2033.

Fonte: Sagres

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