Central já recebeu mais de 10 mil toneladas de resíduos em Alagoas

Uma das principais conquistas da correta destinação de resíduos é retirar dos lixões milhares de toneladas de produtos descartados diariamente pela população. A empresa Alagoas Ambiental recebeu, desde o início dos trabalhos da Central de Tratamento de Resíduos Metropolitana (CTR) em 2015, mais de 10.000 toneladas de lixo do município de Pilar.

“Em praticamente um ano, já que começamos a operar em novembro do ano passado, milhares de toneladas de resíduos já deixaram de poluir a natureza, atingir os lençóis freáticos e prejudicar a saúde das pessoas e dos animais”, destacou o diretor executivo do grupo Alagoas Ambiental, Keylle Lima.

Há três meses, o município de Santa Luzia do Norte, também na Região Metropolitana, começou a destinar o lixo produzido para a CTR Metropolitana. “São mais de 500 toneladas de resíduos que já encontram o tratamento adequado. Fazer o descarte de forma correta não é apenas uma questão de cumprimento da Lei, mas também demonstra a preocupação com a população e o meio ambiente”, disse.

Lixões
Além do chamado chorume, líquido poluente derivado dos processos biológicos, químicos e físicos da decomposição de resíduos orgânicos, os lixões agridem o ar, por conta dos gases tóxicos e das queimadas, mas também se tornam rapidamente em problema social.

“As comunidades que sobrevivem de forma sub-humana no entorno dos lixões não recebem qualquer atenção dos poderes constituídos e têm a saúde ameaçada por uma série de fatores que já mencionamos. O que uma central de tratamento propõe engloba o contrário: a capacitação da população e a educação ambiental junto aos estudantes, para que haja uma mudança de cultura na relação com o lixo”, explicou Keylle Lima.

Atualmente, a área do antigo lixão do município de Pilar está passando por um processo de recuperação. A Alagoas Ambiental, por contrato, tem 36 meses para entregar o local revitalizado para a população. “Quando recuperamos uma área degradada, que servia como depósito inadequado de resíduos sólidos, começamos pelo isolamento do material poluidor e a reposição do local atingido por solo e flora próprios da região”, afirmou o diretor executivo.

Segundo ele, é indispensável promover a revitalização da área para reintegrá-la ao meio ambiente, inclusive com reflorestamento com a vegetação típica do local atingido como ação de sustentabilidade ambiental. Depois de limpo e recoberto, o terreno e seu entorno são desinfetados e cercados, para que assim se proceda a implantação da área verde. A recuperação no município de Pilar teve início logo após o início das operações da CTR Metropolitana.

Fonte: Gazetaweb

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