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Projeto de lei propõe novas diretrizes para gestão de chorume no estado do Rio de Janeiro

Projeto de lei propõe novas diretrizes para gestão de chorume no estado do Rio de Janeiro

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) recebeu a Indicação Legislativa nº 660/2026, de autoria do deputado estadual Renato Machado, que propõe a criação de diretrizes específicas para a gestão e o tratamento do chorume gerado em aterros sanitários.

Além disso, a iniciativa busca fortalecer a proteção dos recursos hídricos, ampliar a segurança ambiental e aprimorar os mecanismos de controle e monitoramento desse efluente de alta complexidade.

Entre as principais medidas propostas estão a vedação da diluição de chorume em estações de tratamento de esgoto (ETEs). Como forma de atendimento a padrões de lançamento, a exigência de sistemas próprios ou unidades especializadas para tratamento.

A implementação de monitoramento contínuo em tempo real e a obrigatoriedade da rastreabilidade integral do resíduo desde sua geração até a destinação final.

O texto também prevê auditorias ambientais independentes, avaliações de tratabilidade baseadas em balanço de massa, análises de compostos recalcitrantes e poluentes emergentes.

Além da aplicação do princípio da precaução em situações sem comprovação técnica robusta da segurança ambiental das práticas adotadas.

A proposta reforça ainda a necessidade de investimentos em tecnologias avançadas para tratamento de chorume e em ações relacionadas à gestão integrada de resíduos sólidos, alinhando-se aos princípios da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Segundo a justificativa do projeto, a medida foi motivada por discussões técnicas realizadas em audiência pública da Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Alerj. Que apontaram preocupações relacionadas aos impactos ambientais e à saúde pública decorrentes da gestão inadequada desse efluente.

Por fim, caso avance, a iniciativa poderá influenciar a forma como estados e municípios tratam a destinação do chorume, ampliando o debate sobre tecnologias, fiscalização e responsabilidades na gestão de resíduos e efluentes no setor de saneamento ambiental.

Fonte: Portal Sanemaento Básico

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