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O descarte de resíduos sólidos em pet shops e clínicas veterinárias

O lixo produzido nesses estabelecimentos precisa do mesmo tratamento que o lixo hospitalar, segundo a PGRSS. Entenda a importância do gerenciamento desses resíduos

O segmento pet é um dos mercados que vem resistindo bravamente à crise econômica que afeta o Brasil. Trata-se de um ramo bem pulverizado, entre grandes companhias e pequenos empreendedores que chegou a faturar$ 20 bilhões no ano de 2018, de acordo com o Euromonitor. Passamos a ser o segundo maior mercado pet do mundo, superando o Reino Unido e atrás apenas dos Estados Unidos.

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Com tantos pets precisando de cuidados especiais, há uma vastidão de pet shops e clínicas veterinárias espalhados pelo país. E todos esses estabelecimentos precisam se adequar ao Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde, o PGRSS e seguir as regras estabelecidas pela ANVISA RDC 306/04, CONAMA nº 283/01 e CONAMA 358/05.

Como funciona o PGRSS?

O tratamento de resíduos sólidos é uma questão de preocupação global. As exigências e cuidados são ainda mais importantes quando esses materiais são gerados em serviços de saúde humana ou animal. Além do lixo comum, esses estabelecimentos lidam com materiais biológicos que podem ter um potencial poluente e infectante, colocando em risco a saúde de trabalhadores e da população local.

De acordo com PGRSS, as clínicas veterinárias e pet shops precisam elaborar e planejar uma série de procedimentos que visam neutralizar os riscos que os resíduos gerados no tratamento dos animais podem trazer às pessoas e ao meio ambiente.

Para isso, é necessário é necessário atuar na diminuição da geração de resíduos, providenciar sua identificação adequada, segregação correta, além de criar a estrutura adequada para o seu armamento, transporte seguro e encaminhá-los para sua disposição final.

Passo a passo para elaborar e implantar o PGRSS

Em linhas gerais, as etapas para gerenciar os resíduos de uma clínica veterinária ou um pet shop são:

– Diagnosticar os resíduos: entender o tipo de material descartado na rotina de trabalho e classificá-lo em um dos seguintes grupos:

A – Agentes biológicos

B – Substâncias químicas

C – Rejeitos radioativos

D- Resíduos comuns

E – Materiais e utensílios perfurocortantes

Cada um dos grupos receberá uma rotina de tratamento adequada para neutralizar sua nocividade.

– Manejo: nesta fase a empresa precisa relatar no PNRSS todos os aspectos e medidas para segregar, armazenar, transportar e qual será o tratamento final desses resíduos. A maioria deles não pode ser reciclado e deve ser enviada para incineração.

Rotinas de higienização e limpeza: descrever todos os processos de prevenção aos riscos da saúde do trabalhador da clínica ou pet shop, como o uso de EPIs (equipamentos de proteção individual), imunização, vacinas, treinamentos e afins.

– Prevenção e correção: detalhada no PNRSS quais serão as ações preventivas e corretivas caso haja algum tipo de acidente com os resíduos gerados.

– Monitoramento: acompanhar, via indicadores e documentos, a taxa de acidentes, variação da geração de resíduo, variações nas proporções de resíduos de acordo com cada grupo classificatório, e, se possível, a variação do índice de reciclagem. Nessa etapa, é importante contar com ferramentas que auxiliam na geração de relatórios e controles do PNRSS, como softwares especializados em gestão de resíduos.

Vale lembrar que a elaboração do plano e a capacitação dos colaboradores deve ser feito por um profissional habilitado para a função.

Fonte: News Rondonia.

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