saneamento basico
SP Represa Umuarama Obras Dessassoreamento

Lixômetro: Governo de SP retira mais de 64 mil toneladas de lixo do Pinheiros

Governo SP Lixo Pinheiros

Primeiramente uma atualização mostra que mais de R$ 116 milhões já foram gastos para limpeza do rio; painel às margens do curso d’água traz atualização semanal da quantidade de resíduos coletada e o dinheiro investido nas operações.

O Governo de SP, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), já gastou, desde o começo do ano passado até a sexta-feira (11), R$ 116,3 milhões para retirar lixo flutuante do Rio Pinheiros. Foram coletados 64,5 mil toneladas ou 64,5 milhões de quilos. Os dados são do Lixômetro, painel que está instalado às margens do rio.

Ademais a coleta é realizada por meio do Programa IntegraTietê. Que tem como objetivo promover ações com foco na recuperação do mais importante rio paulista e seus afluentes. Ademais entre os detritos mais retirados estão garrafas pet, isopor (marmitas, por exemplo) e brinquedos (como bolas e bonecas). Objetos com volume maior também são vistos com frequência, como sofás e colchões.

Toda essa poluição difusa chega ao curso d’água pela ação humana, com o lançamento direto no rio, ou pelas chuvas, que acabam arrastando a sujeira jogada nas ruas de toda a bacia do Pinheiros – ou seja, de bairros como Jaguaré, Itaim Bibi, Morumbi, Guarapiranga, Vila Olímpia, Panamby, Capão Redondo.

Lixômetro

Contudo para conscientizar a população, a Semil e a Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) lançaram no último dia 23 de setembro um painel chamado “Lixômetro”, instalado às margens do Rio Pinheiros. O equipamento exibe o alto volume de materiais retirados do canal e o gasto de dinheiro público para realizar a limpeza do lixo superficial. O equipamento fica próximo à Casa Conectada, localizada no Parque Bruno Covas.

LEIA TAMBÉM: Baseform – O software de referência mundial para a gestão do parque de hidrômetros

Portanto a retirada desses materiais é realizada por meio de um barco que navega ao longo dos 25 quilômetros do Pinheiros. Após a coleta, os detritos são levados para um local chamado “área de rebaixo” (onde são depositados para secar) e, depois, colocados em caçambas e encaminhados para aterro sanitário.

IntegraTietê

Em conclusão agosto, foi anunciado investimento de R$ 79,5 milhões em outra ação estratégica para a melhoria do Pinheiros, que é o desassoreamento de 700 mil metros cúbicos de sedimentos do fundo do rio. Contudo o contrato iniciado em julho também faz parte do programa IntegraTietê.

LEIA TAMBÉM: SP recebe empresários alemães interessados em ampliar tecnologia verde

Em suma desde 2023 até agosto, foram retirados 1,7 milhão de metros cúbicos de sedimentos por meio do programa. Volume equivalente à carga de 121 mil caminhões basculantes. Se esses caminhões fossem enfileirados, alcançariam uma distância de 1.200 km – mais do que uma viagem entre São Paulo e Porto Alegre.

Fonte: ABC.

Últimas Notícias:
Integração de sistemas no saneamento o risco operacional que começa na desorganização dos dados EOS Systems

Integração de sistemas no saneamento: o risco operacional que começa na desorganização dos dados | EOS Systems

No setor de saneamento, a falta de integração entre sistemas não é apenas um problema de TI; é um risco operacional sistêmico. Quando o sistema comercial (faturamento) não se comunica com o operacional (telemetria/GIS) e ambos ignoram o fiscal (ERP), a operação da concessionária entra em um ciclo de desorganização de dados, onde a informação se torna incompleta e a tomada de decisão perde efetividade.

Leia mais »
Novo marco legal do saneamento fracasso ou limites estruturais

Novo marco legal do saneamento: fracasso ou limites estruturais?

Nos últimos meses, uma sequência de notícias sobre concessões esvaziadas, revisões de modelagens e redução do interesse privado em projetos de saneamento reacendeu um debate incômodo. O novo marco legal do setor (Lei 14.026/2020) estaria falhando em sua principal promessa: a universalização dos serviços até 2033?

Leia mais »
O processo de privatização da Copasa é robusto

O processo de privatização da Copasa é robusto?

Ao final da desestatização da Copasa, surgiram críticas à “robustez” do modelo. Cito algumas: falta de previsão contratual suficiente de metas de universalização e qualidade; ausência de disciplina para áreas socialmente sensíveis; falta de transparência e açodamento na renegociação com os municípios e na regionalização; e erro no modelo de precificação das ações.

Leia mais »