saneamento basico

560 toneladas de resíduos de medicamentos recolhidos

Dados revelam que a recolha de resíduos de medicamentos e embalagens vai superar os valores registados no ano anterior

O Relatório de Intercalar de Atividades referente aos primeiros 6 meses de 2018 da Valormed revela que, só neste primeiro semestre, foram entregues nas farmácias portuguesas mais de 530 toneladas de resíduos de medicamentos, tudo apontando que até no final do ano sejam ultrapassados os valores registados em 2017. O aumento também se verificou no subsistema da veterinária, ao serem entregues pelas explorações pecuárias nos centros de recepção aderentes um pouco mais de 30 toneladas de resíduos ali produzidos (saliente-se que a Valormed é a única entidade gestora conhecida a nível mundial que realiza esta operação naqueles locais).

A intervenção junto da sociedade portuguesa por parte da Valormed, uma entidade sem fins lucrativos a quem cabe a responsabilidade de gestão dos resíduos de embalagens vazias e medicamentos fora de uso no território nacional, continua a ter um efeito positivo. A divulgação da sua função e atividade, desenvolvida pela realização de ações de publicidade em diferentes meios de comunicação e através das farmácias aderentes, está a demonstrar que os cidadãos são cada vez mais sensíveis às questões relacionadas com a preservação do ambiente e proteção da sua saúde, pelo que, está a crescer a sua preocupação e hábito em entregarem os resíduos de medicamentos que produzem em casa.

A quantidade exata de resíduos recolhidos situou-se nas 555,2 toneladas. No entanto, é importante assinalar que foram entregues nas farmácias 2,5 toneladas de resíduos de produtos que não estão abrangidos pela licença que está atribuída à Valormed, facto que vai continuar a exigir o desenvolvimento campanhas de informação e de alerta para que a população evite a sua deposição. A partir do centro de tratamento de resíduos foram enviadas para reciclagem 151,2 toneladas de papel e cartão, 7,5 de plástico e 55,8 de vidro, tal correspondendo a uma taxa de reciclagem de embalagens a rondar os 64%.

Saúde pública

Luís Figueiredo, diretor-geral da VALORMED, realçou a importância que deve ser dada ao fecho correto do ciclo do medicamento: “Temos procurado incentivar a mudança de comportamentos e é com satisfação que constamos que ano após ano tem havido um aumento do número de portugueses que já estão a fazer a separação dos resíduos de medicamentos em suas casas. Acreditamos, por isso, que gerando mensagens positivas podemos chamar a atenção de um número ainda maior de cidadãos e levá-los a adotar comportamentos de valorização do ambiente, pois este sistema de gestão de resíduos foi criado para dar resposta ao desafio inadiável do setor de criar um sistema autónomo para a recolha e tratamento dos resíduos de medicamentos”.

Para o segundo semestre de 2018, também Luís Figueiredo acredita que “sendo este mais um projeto de responsabilidade social no qual estão envolvidas as farmácias, o incentivo que, por certo, vai continuar a ser dado aos clientes para participarem nesta causa de cariz ambiental e de saúde pública, vai permitir que sejam alcançadas as metas e objetivos de recolha que foram estabelecidos”. Alertou, ainda, que às farmácias podem e devem ser devolvidos todos os materiais que ficaram após o consumo dos produtos adquiridos, pelo que não é necessário fazerem a sua separação: “As pessoas podem entregar e depositar nos contentores Valormed não apenas os restos de medicamentos que já não utilizam ou que estão fora de prazo, mas também as embalagens e folhetos em papel e os acessórios que foram utilizados para facilitar a sua administração como colheres, copos, seringas doseadoras, conta gotas, cânulas, etc. E, se houver dúvidas, podem aconselhar-se com os colaboradores das farmácias que prestarão todos os esclarecimentos necessários”, refere o Diretor-Geral da Valormed.

Fonte: Boas notícias

 

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