Como Brasil e Europa combatem lixões com reciclagem e biogás
Experiências bem-sucedidas mostram caminhos para implementar Política Nacional de Resíduos Sólidos dez anos após sua criação.
Experiências bem-sucedidas mostram caminhos para implementar Política Nacional de Resíduos Sólidos dez anos após sua criação.
Quatro em cada dez brasileiros (39%) nunca ouviram falar sobre o conceito de economia circular. Os dados constam de uma pesquisa encomendada pelo Movimento Plástico Transforma ao QualiBest. Além disso, os resultados mostram que, embora o tema já tenha chegado a 57% da população, esse contato ocorreu de forma superficial.
Os ecopontos são espaços públicos criados para o recebimento voluntário de materiais recicláveis e resíduos volumosos. O objetivo é constituir uma alternativa à população para a destinação gratuita e ambientalmente correta para materiais que não devem ser jogados no lixo comum ou em terrenos baldios.
Campanha acaba, o lixo fica. Santinho, praguinha, panfleto. Papel que suja bueiro, entope galeria e volta como enchente. É resíduo eleitoral, mas o custo é ambiental e educacional.
A paixão aflorada pelo futebol e o prazer de completar os álbuns de figurinhas, populares em anos de Copa do Mundo, podem estar por trás da intensificação de um problema ambiental de difícil solução.
No dia 17 de maio de 2026, foi celebrado o Dia Mundial da Reciclagem. A data deveria servir não apenas para campanhas institucionais e discursos protocolares, mas principalmente para uma profunda reflexão sobre a realidade brasileira na gestão de resíduos sólidos e no reaproveitamento de materiais recicláveis.
Vivemos em uma sociedade marcada pelo consumo crescente. Nas últimas décadas, a expansão da produção industrial, da urbanização e do consumo de bens ampliou significativamente a geração de resíduos sólidos em todo o mundo.
Todos os dias cada pessoa gera em média um quilo de resíduos no planeta, é o que revela o relatório What a Waste, do Banco Mundial, que monitora a produção global de resíduos.
Reciclar é importante. E também necessário. No entanto, especialistas alertam que apenas separar resíduos não será suficiente para reduzir os impactos da crise climática. Nem da degradação ambiental.
Especialista em limpeza urbana, Osmário Ferreira fala sobre educação ambiental, economia circular e os caminhos para cidades como Ribeirão Preto avançarem na gestão de resíduos