Universalização do saneamento avança, mas esgoto atrasa
O saneamento básico no Brasil registra avanços graduais, mas ainda enfrenta obstáculos estruturais para cumprir as metas de universalização previstas no marco legal até 2033.
O saneamento básico no Brasil registra avanços graduais, mas ainda enfrenta obstáculos estruturais para cumprir as metas de universalização previstas no marco legal até 2033.
Atualmente, a cidade trata apenas 2,85% do esgoto gerado. Esse índice é inferior ao registrado em 2025, quando o percentual era de 3,20%. Diante desse cenário, um especialista explica os impactos na saúde pública, no meio ambiente e na segurança hídrica.
Além da gestão da pressão, com a finalidade de economizar água e preservar os mananciais que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).
A cidade de Americana, no interior paulista, avançou mais um passo em saneamento. E anunciou adesão ao programa UniversalizaSP.
No acumulado anual, a companhia, que tem concessões no Rio, em Cuiabá e em Sergipe, fechou 2025 com R$ 2,7bi
Dados do Instituto Trata Brasil mostram que, por exemplo, a capital investiu apenas R$ 8,99 por pessoa. No entanto, o ideal seria um valor cerca de 25 vezes maior. Além disso, a cidade está entre as 20 piores ranqueadas em 2026.
Seis anos após a sanção do Marco Legal do Saneamento Básico, apenas 11 das 100 maiores cidades do país alcançaram a universalização dos serviços de água e esgoto, evidenciando um cenário ainda desafiador e marcado por profundas desigualdades na infraestrutura básica.
Uma das fragilidades do sistema brasileiro é o desperdício: cerca de 40% da água captada nos mananciais se perde antes de chegar à população
Dados mais recentes do setor indicam que investimento médio ainda está longe do patamar estimado para garantir acesso universal a água tratada e coleta de esgoto no país.
Por que a segurança hídrica depende mais de decisões estruturais do que da chuva. Uma declaração recente do diretor regional da Sabesp, Marco Barros, reacendeu um debate essencial sobre segurança hídrica: “Nós não fabricamos a água, a gente trata a água”