Corsan redesenha o saneamento para recuperar rios e enfrentar crises climáticas
Em dias de cheia, a água que avança sobre cidades do Rio Grande do Sul carrega mais do que volume: expõe fragilidades acumuladas ao longo de décadas.
Em dias de cheia, a água que avança sobre cidades do Rio Grande do Sul carrega mais do que volume: expõe fragilidades acumuladas ao longo de décadas.
O cenário da Baía de Guanabara expõe um contraste gritante entre a promessa de despoluição e a realidade dos rios que a alimentam. Três anos após o início da concessão de saneamento básico no Rio de Janeiro, em agosto de 2021, nenhuma alteração significativa foi registrada na qualidade das águas de rios da região metropolitana, como o Sarapuí e o Acari, classificados como extremamente poluídos.
O diagnóstico está em um levantamento recente feito pela Fundação SOS Mata Atlântica, que monitorou os recursos hídricos das bacias do Alto e Médio Tietê e do Litoral Norte.
Não somente a Capital, como também o maior município da Região Metropolitana (RMF) e segundo maior do Estado figura em colocações nada animadoras nas categorias do estudo.
O projeto é desenvolvido em parceria com instituições civis e militares do estado. Nesta edição, pelo menos 70 pessoas participaram do evento.
Diversos rios brasileiros têm sofrido as consequências da poluição. O maior exemplo disso é o rio Tietê. As águas que cortam boa parte do estado de São Paulo já foram palcos de inúmeras provas aquáticas e serviram de quintal para a criação de clubes de regata na capital paulista. Há anos, no entanto, autoridades têm elaborado projetos para despoluí-lo e devolver a vida que já existiu neste rio tão importante.